Feeds:
Posts
Comentários

A maçã é uma imagem simbólica em várias culturas, inclusive a cristã, como consta no conto bíblico de Adão e Eva.
O significado simbólico do fruto proibido, que expulsou adão e eva do paraíso, o pecado original, é  a libido.
A  libido é quem guarda o segredo da vida eterna. O Tempo é inconsciente, e nossa libido é que nos faz mover no tempo, pela força dos instintos, a nos despertar a consciência até a verdade, sobre nós mesmos e sobre tudo.
A libido que nos desperta os desejos, os  instintos, é a mesma que nos devora no Tempo. Pois é nela própria que guarda a noção de Tempo e espaço. Pois o espaço, nossa consciência, se forma a partir do nosso movimento, guiado pelos nossos instintos.

O que acontece é uma inversão de espelho de um lado o movimento do Tempo é sincrônico, é como a natureza se move, do outro lado,  o espaço reflete nosso caos por um movimento desordenado de desejos do ego, sexuais ou não, fazendo com que a gente não acorde a consciência para a verdade que está dentro de nós, porque o Tempo sempre está no mesmo ponto,  parado, se movimentando de forma sistemática ou sincrônica,  em círculo, em si mesmo.

A libido esconde as duas faces de Eros, as duas faces do Amor, o Amor divino, e o amor erótico, do desejo. O primeiro nos leva a observar o Tempo,  a sincronicidade, o  movimento da natureza, de dentro pra fora. O segundo nos leva a um movimento cego no espaço, sem sincronia, e em ambos os movimentos, ambos os caminhos, sempre será para o mesmo destino, o conhecimento da verdade, do Uno, e do Tao. Ou chegamos a esta verdade correndo por fora, ou correndo por dentro, mas  esse sempre será o caminho e o destino de cada um e de toda consciência,  no Tempo e no espaço.

A verdade é que o Uno pode ter a imagem do átomo, a imagem do cosmos, a imagem da psique, a imagem de Deus.  Seja qual for a visão da verdade, a compreensão dela sempre será a mesma,  dita de formas diferentes, por consciências diferentes no Tempo.

O Tempo é uma massa negra e inconsciente. Nós na verdade estamos sempre dormindo,  e a medida que vamos despertando a consciência sobre o Tempo, sobre nosso inconsciente, vamos acordando no espaço, e expandindo a nossa consciência.
A realidade é que todos nós estamos parados no mesmo lugar, somos como estrelas  sincronizando luzes no tempo e formando uma certa consciência, que nos dá uma alma, uma psique,  e que nos dá a idéia, ou imagem de espaço. Espaço que se forma com a minha consciência e dos outros semelhantes a mim, que no cruzamento, ou sincronicidade dessas luzes, os pensamentos e sentimentos, as energias,  formamos a realidade.
Despertamos a consciência no Tempo porque este é o nosso caminho, o caminho de nossas almas, despertar a consciência até a verdade do Uno, do espírito. Esse é o caminho do meio.  Estamos sempre parados no mesmo lugar, despertando a conciência, para caminhar o nosso caminho até a verdade.
O Tempo, o inconsciente, nos leva a verdade dentro de nós próprios, e a consciência que ganhamos sobre o espaço de nós mesmos,  desperta a verdade sobre o Uno.
Por isso,  como nos contos de Fada, o Amor, o príncipe,  desperta a cinderela, a bela adormecida,  Eros desperta Psique de um sono profundo,  é o nosso inconsciente que desperta, e acorda na consciência.
Nós estamos todos dormindo,  sonhando nosso próprio sonho, que somos nós mesmos. A realidade ainda é a mesma desde o início do universo, a mesma massa negra do caos, e o Tempo ainda devora seus filhos.

O Uno

O Uno é o Tao, a verdade de tudo que existe. Essa verdade se encontra buscando dentro de si mesmo e externando para fora, ou se observa fora, na natureza, e se espelha dentro.
O Uno sempre é e sempre será a união dos opostos, seja em qual nível espiritual, psíquico , ou físico, sempre será para a união ou casamento. Por isso, existem as almas gêmeas. São almas que se individualizam em suas verdades e assim encontram deus dentro de si mesmos, como deus é nossa imagem e semelhança, uma alma individualizada só se apaixona por outra alma que seja sincrônica com ela mesma, isso quando existe unidade, na dualidade da psique, de sentimento e pensamento, sobre a verdade de si mesmo.

Quiron na mitologia grega foi um centauro, o deus da cura e da sabedoria.  O indivíduo sobre a constelação de quiron está em processo de individuação.

Na verdade todos nós somos uma parte de quiron, todos nós somos cavalos sem cabeça, ou melhor mulas sem cabeça. Andamos em quatro patas, e quase sempre usando a cabeça de outros.  Quiron era um deus, que tinha quatro patas de cavalo, que simboliza o instinto da libido, e as asas, o self, que dá o instinto de movimento,  a sua outra metade homem, é a psique humana  com  a inteligência espiritual,  que é  o pensamento individual sobre a verdade, que começa em cada um e termina no todo, isso se estamos ligados ao todo pela energiade atração do amor .  O pensamento de quiron e sua sabedoria é resultado de um instinto de movimento sincrônico,  como o galope de um cavalo. Ou seja a libido,  que são as quatro patas, evolui para a formação de si mesmo, que representa as asas,  tornando o instinto de movimento, entre céu e terra,  que segue a sincronicidade do tempo, o amor  divino que dá unidade às vontades, divino como quiron que era um deus, isso torna a  clareza da verdade, sobre si mesmo e sobre tudo, formando o pensamento único e individual,um indivíduo totalizado.   Seu movimento sincrônico de sentimento e pensamento torna uma alma totalizada e um índivíduo único.

Nesse espaço somos pedaços decepados  de quiron, uns metade cavalo, uns com asa, outros sem, uns sem cabeça, outros com cabeça, e aqui estamos para nossa individuação e como no mito de quiron, que ao ser ferido na coxa dá sua imortalidade à Prometeu, nós ao completarmos nosso caminho até a individuação, nos tornamos quiron e morremos neste espaço para nascer sobre outra forma que nos acomode a energia do nosso pensar e sentir. A individuação é como uma escada de evolução e transcendência da alma.

A libido, as quatro patas,  as quatros partes da nossa psique humana, que  corresponde aos temperamentos do espírito, as estações do ano, os elementos da alquimia, entram em mutação, durante a individuação, tornando quatro em UM, que é o self, o si mesmo, que são as asas,  o self,  o centro regulador,  o instinto de  movimento,  ordenado para a formação do próprio pensamento e da verdade de cada um. Quiron é o uno, a união de Eros e Psique, Eros representando a libido, os sentimentos e os desejos, a Psique representando si mesmo e o pensamento.

O inconsciente coletivo é a região da psique que guarda nossa memória mais arcaica. Diferente do inconsciente pessoal, que guarda memórias desde o nascimento da  criança, ou desde sua formação no útero materno. O inconsciente coletivo está presente em qualquer indivíduo que nasce, porém ele só pode ser despertado pelo pensamento e/ou pela imaginação.  Por isso existe o mundo das idéias denominado por Platão. A imaginação ativa leva a uma viagem por dentro de nós próprios, na descoberta de si mesmo, em conexão com todo o espaço, até onde a vista for capaz de alcançar, e quanto mais se mistura sua energia ao espaço, a energia do amor igual, incorporando todo o universo à natureza de si  mesmo , do outro,  mais se ganha  sincronicidade de idéias no tempo inconsciente, tornando o movimento pela vontade e o movimento em direção a luz da verdade,  que nos revela nossa própria verdade.

O inconsciente coletivo é o mundo das  idéias criado por Platão, o mundo onde o pensamento cria a realidade que se vê. Duas almas gêmeas, como é o conceito de Platão e do amor platônico, precisam estar sincrônicas no pensamento, pois pensamentos sincrônicos criam a realidade que se vê,  tornam a criação a própria idéia que se vive, um sonho.

Nem sei porque Platão entrou na minha vida, foi como bater sempre na mesma tecla. Primeiro veio o sentimento associado à idéia do amor platônico, depois vieram por meio de leituras, idéias, talvez eu já tenha nascido na casa de Platão.  Mas o mundo das idéias me levou a um mundo completamente novo. A arte já nasceu comigo, desde pequena, e a escrita me levou além da minha arte,  me fez acordar no mundo das idéias.  Uma das coisas que me interessaram no espiritismo foi porque sua base é Sócrates e Platão, e acho que minha fé  inconsciente tem origem oriental, mas nessa vida acabei aprendendo sobre outras religiões. Seguindo pelo caminho do meio dentre elas, e com meus pensamentos no mundo das idéias, acabei tendo uma totalidade da compreensão sobre o ser andrógino e as almas gêmeas.

Todo indivíduo que tem alma precisa ter sentimento de amor pela verdade, todo mundo que deseja um amor verdadeiro precisa ser amado como é verdadeiramente, como pensa e como sente. Porque não existe alma que sobreviva sem pensamento, o sentimento do amor deve ser primeiramente pela verdade de si mesmo,  isso significa ter seu sentimento de amor próprio e extendendo ao maior espaço na consciência,ao outro,ao universo.  Essa amplitude no espaço torna o pensamento voltado para a verdadede si mesmo e do que é eterno.

O mundo das idéias de Platão e o conceito de almas gêmeas vai além do tempo e do espaço, duas almas pra serem gêmeas precisam se completar, como uma idéia, que começa com um e casa com o outro. Como um homem e uma mulher que se casam.  A neutralidade do amor, na verdade e em si mesmo, casam pensamentos. E quando uma idéia se forma, é o casamento de almas gêmeas, o yin e o yang. Que pode ser em um indivíduo no espaço,  formando o andrógino,  mas que no Tempo sempre serão dois, pois o espaço não existe além do tempo, o Tempo é inconsciente, e como nos contos de fada, quando o amor é puro como da criança dentro de nós,  o príncipe desperta a bela adormecida, e os pensamentos das almas gêmeas entram em sincronicidade, até que forme o yin e  yang além do tempo, ou seja, também no espaço.

Não existe alma sem pensamento,não existe pensamento sem verdade, não existe verdade sem o amor. E sem nada disso não existe o espírito.

nossos cinco sentidos são ligados ao Ego formando nossa consciência.  Estes sentidos  se direcionam e se ligam à libido no inconsciente. A mutação da libido pelo amor cria o self, o centro de si mesmo no inconsciente. A libido então passa a ter comunicação com os cinco sentidos e o sexto sentido que é si mesmo. A individuação leva a unificação de todas as partes, a transformação dos muitos em um só,  alimentando si mesmo, que alimenta a libido num único instinto de movimento. O  amor é luz que alimenta a alma e alimenta  si mesmo que  é luz, como um sol.  O centro que alimentado da luz do amor,  ilumina por dentro e se enxerga si mesmo, tornando  um indivíduo.
É um ciclo, um círculo, uma pedra, a mandala: Alimentando-se o espírito da verdade se acha a verdade de si mesmo, alimentando si mesmo no amor alimenta-se o sexto sentido que  dá a libido o instinto de movimento, o sexto sentido, que alimenta o pensamento na verdade, tornando si mesmo uma pedra, que é a solidez do espírito.

A Teoria da relatividade de Einstein sintetiza-se na equação E=mc², em nível espiritual e psíquico,  o  amor é a energia que segue a luz.  Quanto maior energia, mais amor no espaço, mais a consciência se amplia no tempo, a massa  é o ego quanto mais se ama o ego, mais egoísta, mais cego se fica. A expansão de consciência nos leva a uma expansão dos sentidos. Torna  um ciclo, um círculo, uma mandala. Quanto mais se alimenta a energia de si mesmo no amor amplo no espaço,  mais se caminha em direção à luz, que é a verdade, a verdade única, o uno, o  Tao. A luz da verdade, é o feixe luminoso do destino de cada um e ilumina a escuridão dos sentidos e nos faz enxergar a si mesmo. Portanto na equação da relatividade o amor é a energia, a massa, o ego, e c ² que é a velocidade,  a psique. Quanto mais se ama o próprio ego, mais se aumenta a massa, o peso, que atrai o carma de cada um e torna a velocidade é feito uma tartaruga, quanto mais se ama o amor, ama-se o tempo,  gerando a sincronicidade,  criando a velocidade da lebre que segue pela intuição.

yin yang

O yin yang é a imagem a união dos opostos que se  complementam. É o equilíbrio da natureza, do feminino e do masculino, por isso é a imagem de Deus, do átomo, do espírito, da pisque, de uma idéia. nós somos nossa própria criação, e o pensamento na verdade do amor, do que é eterno, do amor por si mesmo e pelo o outro, que gera o amor pelo Tempo. O amor pelo tempo gera a sincronicidade,  que é  amor pelo o amor. nosso pensamento é as mãos que nos molda e nos faz existir como indivíduos.

O inconsciente é feito de Tempo, no inconsciente pessoal o tempo de muitas  vidas de uma alma, no incosnciente coletivo o tempo que vem desde a época mais remota até nossos dias. No inconsciente existe somente um instinto, a Libido. No processo  de individuação, a libido concentra os muitos, dividindo-se  em quatro partes, quatro cômodos, uma casa, criando  si mesmo que forma a personalidade do eu. Estes quatro cômodos de si mesmo, quando purificados pelo sentimento do amor, une na verdade interior de cada um,  tornando  o uno,  o eu profundo, ou espírito. O espírito controla os temperamentos: fleumático, sanguíneo, melancólico e colérico, por isso a individuação completa até o espírito leva a paz do próprio espírito e consequentemente de si mesmo.  O amor divino, de Eros, do céu, é capaz de transmutar qualquer alma,  até mesmo dá uma alma aos desalmados.
A libido é o ponto de mutação da alma, e o amor o agente nessas mutações.

Postagens Antigas »