Os olhos são como duas lanternas, e focam guiados pelo desejo.
Podem responder diferente, dos maiores aos menores apelos dos sentidos, mas o foco sempre está nas mãos do desejo.
Esse foco é uma idéia, que é uma imagem, uma imagem que é um espelho refletindo a luz de si mesmo, nos outros e em você mesmo.
Suas vontades ou desejos têm as imagens formadoras de você mesmo, porque simplesmente elas refletem você. E quando você percebe que é você, o que acontece com a dissolução dessa imagem, que tem energia e significados, não alteraria os focos?
Elas, as imagens, são criadas em co-participação. E quando inseridas nessa sopa de “Imaginação”, ela ganhou vida, foi iluminada;deu ou recebeu energia , ainda que dela mesma refletida em um espelho. Então, essa energia experimentada, percebida ou vivenciada, ganhou um significado. Pelo sentir, pelo pensar, pela a percepção e sensação na satisfação, relacionando-se então com o prazer.
Até aí tudo certo em relação ao prazer, mas pensando sobre os instintos mais prmitivos, como a satisfação da fome.
Num tempo mais primitivo a s atisfação se ligaria ao prazer, ou seria ligada por um estímulo da dor. Então primitivamente teríamos a dor e o prazer como reações de efeito ao sentimentos nos instintos.
Se estes instintos também recebem a resposta desse efeito, ou seja, o instinto impulsiona um desejo para nos mover e, por causa e efeito, a satisfação desse desejo responde aos intintos, reagindo ao movimento. E nesse leva e traz de energia ou informação, o que aconteria com os instintos, numa centrífuga de Tempo? Não poderia transformá-los?
A consciÊncia que vamos formando a partir da percepção e experiência do amor reflete no inconsciente. Pois o movimento é vai e volta, ação e reação, é cíclico.
Como não desejar algo que excita a alma e se expande ao corpo numa forma de prazer que alucina? Experimentar e desejar novamente repetidas vezes, acionar o instinto nessa vontade de satisfação, do desejo pelo prazer. Então, como ficariam nossos Impulsos, feitos daquela salada de dor e prazer, com pitadas daquilo que sabemos e nos tornamos?
Assim o universo devolve as realidades criadas com o apelo dos sentidos em imagens que refletem a luz desses impulsos, que formariam um grande sol feito e formando a si mesmo. E essa massa de energia em torno de si mesmo, criada por pixels de sincronicidade, fazendo você associar com si mesmo, pelos instintos primitivos e seus desdobramentos, pela busca da satisfação.
Até que ponto, aquilo que somos e o amor, no seu significado, afetaria ou transformaria a fonte dos desejos, ou os instintos mais arcaicos?
Se somos repetitivos nessa vontade de satisfação pela fome, isso nos levaria ao amor, pela vontade de autopreservação. Pois, se queremos sobreviver para viver mais, é por amor. E tendo o prazer como uma energia associada à satisfação desse desejo por força do amor , por que esse desejo cruzado a outros, não poderia sofrer mutações ou transformações? Ampliando ou reduzindo a potencialidade de nossos impulsos, por uma simples organização diferente, um holograma diferente.
E se o desejo, no cíclico com a consciência, captando, sentindo, experimentando realidades pelos sentidos, não apontaria impulsos em direções diferentes, ou em sentido das percepções nessa reflexão de luz, e não se empreitariam numa aventura louca, fora do comum, para seguir aquilo como ele se vê, pelo desejo de sobreviver, refletindo-se e vendo-se para perceber sua vida ou sobrevida.
Isso é que leva muita gente a distúrbios, esse samba todo coordenando esse compasso criador de imagens.
Então, o que se vê tem impulsos em diversos sentidos, e uma resultante de processos, que circula entre você e a coletividade.
O que pode resultar desses processos e combinações se não mutações?
Impulsos diferenciados pela sociedade, pela combinação ou semelhança. No fundo é o mesmo instindo de satisfação, porém o significado que a satisfação ou o prazer ganham em si, ganha a diferença que nós todos temos em si.