A Psique e suas grandezas

PSIQUE

A Psique é quartenária. Nela atuam quatro potências de forças em dois pares de opostos: A razão e o Desejo; O amor e o Poder.
Como um gráfico de trigonometria, os quadrantes podem fazer combinação entre estas quatro grandezas de forma que cada indivíduo pode possuir na sua personalidade graus maiores ou menores de influência dessas grandezas em sua personalidade, de forma que a combinação ou a configuração da relação entre estas quatro grandezas são determinantes na formação da crença deste indivíduo. Ou em outras palavras a crença formada a partir destas relações criará um campo de influência maior para uma ou mais grandezas. Algumas pessoas terão a razão com um papel maior na sua personalidade, outras terão o desejo, outras pautarão suas vidas pelo amor, e outras pelo poder, e o fato de uma ter um papel mais atuante do que outras, não exclui as demais, apenas uma(s) poderão ser amplificadas em relação as outras. Como na trigonometria a relação entre estas grandezas formarão pontos que se ligam entre si e o gráfico que se formará das relações estabelecidas pela repetição de comportamento configurarão as crenças. A Libido é a energia que impulsiona o ser e a psique, e que estabelece o movimento de formação destas relações. A Libido não é somente uma energia sexual, mas muito mais que isso, a libido também é formadora do pensamento.
O desejo é uma grandeza que diz respeito as vontades, desde as mais primitivas (instintos) até as mais conscientes. O instinto de sobrevivência por exemplo, está relacionado ao desejo. Porém o que acontece muitas vezes é que o desejo de origem mais primitiva são muitas vezes interpretados pela consciência de forma distorcida pela realidade que criamos a partir de nossas crenças, e que nos coloca ignorantes quanto a sua essência verdadeira. Por exemplo, o desejo compulsivo pela compra de um  bem, ou o desejo por alguém, interpretado como algo que precisamos desesperadamente para nos tornarmos felizes,  isso é uma interpretação em nossa consciência de um desejo mais primitivo e que ignoramos e que está sendo distorcido pela nossas crenças e que chega a nossa consciência tomado pela ignorância que fazemos de nós mesmos. Conhecimento de si mesmo, ou um processo de individuação nos torna imunes a esse tipo de equívoco. A razão é uma grandeza que se forma a partir de uma transmutação do desejo ou de forças primitivas pelo o Amor. O amor é a energia na psique que transmuta nossos impulsos primitivos em uma consciência humana tendenciando a uma esfera divina ou superior. E nessa atuação do amor sobre os desejos é que vamos formando a razão.Porém, todo o tempo desse movimento constante de formação em nossa psique as crenças vão se estabelecendo e se tornando ordenadoras do nosso pensamento. As crenças seriam como uma teia de sinapses se formando numa abstração, na alma energética.  E o poder é uma grandeza que se pode dizer o outro lado da moeda em relação ao amor. Amor e poder estão sempre ligados um ao outro como dois irmãos siameses, podendo por isso, muitas vezes, um criar sombra sobre o outro.  Jesus Cristo é um mito no que diz respeito a exemplo de amor, e proporcional a essa ideia, é o seu poder de influência sobre a consciência dos povos que o têm como referência. O real Poder não é traduzido em posses, nem riqueza material, o verdadeiro poder é a palavra; é a sabedoria; e o conhecimento de si mesmo.
A falta de amor leva a uma deficiência na formação da razão, criando no indivíduo um maior grau de ignorância. A ânsia pelo poder refletida na matéria cria a imagem de um poder vazio, sem sentido, em virtude da carência da razão por consequência da carência de amor. Essa falta de sentido que distorce a imagem do poder, faz-se refletir em coisas, status, posses, quando na verdade o poder verdadeiro é a sabedoria e a consciência de si mesmo.

Artifícios da Memória

Ao mudar o espaço onde se reflete a realidade, todas as referência do ego sobre si mesmo também se alteram. Ainda que permaneça a consciência de que se é alguma coisa, não se tem mais a classificação do que é ser alguma coisa. A noção que se tem é de que estamos ali presentes. Apenas se está, mas não mais se sabe o significado do que é. A memória é quem cria a realidade por uma concatenação de imagens daquilo que nos assegura semelhança aos objetos e arquétipos. Numa outra esfera de realidade, onde o ego não mais se prende ao que está estabelecido como sendo realidade, tudo se torna nós mesmos, e tudo sendo nós mesmos, apenas somos uma presença desperta dentro do conteúdo que somos, sem qualquer interferência racional que nos defina aquilo que somos.

Sobre os sonhos…

Os sonhos acontecem independente de quais sejam as nossas crenças. É de fato inerente ao ser humano. É um “desdobramento” de suas crenças dentro do complexo de édipo. Ou o contrário. As imagens produzidas pelos sonhos, assim como os símbolos, são produções espontâneas quando os complexos desdobram partes do seu conteúdo em fusão com suas crenças.  A imaginação é apenas o ato ou efeito de criar imagens. É só o processo. E este processo acontece quando conteúdos de sentimentos  presos nos complexos, e sensações atritam idéias fixas ou das crenças de um indivíduo. Os sonhos nos afetam pelo simples fato de que eles, contendo conteúdos de nossos sentimentos, transformam nossa sensibilidade, e assim também, nossa percepção. Os sonhos não são algo de necessidade do corpo, mas um mecanismo natural e equivalente ao que acontece quando estamos despertos, o sono sim, é uma necessidade do corpo.  Mas os sonhos são apenas uma repetição do processo num espaço mais profundo, onde nossa consciência não pode atuar, mas somente fornecer imagens ao inconsciente. Estas imagens captadas pelos nossos sentidos conscientes, são concatenadas  com os simbolos inconscientes produzindo a imaginação. E tudo é estimulado pelos mesmos sentimentos, desejos, e impulsos que nos acomete num estado de vigília. É como se as imagens despertassem uma memória simbólica. O elemento madeira, da filosofia taoísta, é similar ao que representa as nossas crenças. As crenças estruturam nossa árvore, e ela determina o universo simbólico que nos envolve. Nesse espaço simbólico não conseguimos alcançar por vontade, apenas o tempo pode estimular seu movimento, pois o tempo indica o noso grau de lucidez. Enquanto que os nossos sentimentos e pulsos de vontade só conseguem estimular as imagens.

Visões

No Complexo de Édipo, enquanto método, os três vértices são as representações das posições pai, mãe e filho. Estas posições são ocupadas por conteúdos referentes a estes três modelos simbólicos. O triângulo é a verdade em si mesmo, os três devem afirmar ou negar, não estando os três em acordo, existe então uma negação da verdade.
O Complexo de Édipo diferenciado, você é si mesmo, portanto as duas formas, de pai e de mãe, passam a ser ocupadas por conteúdos referentes ao feminino e ao masculino, pois tendo si mesmo diferenciado, o filho está diferenciado, e isso significa a capacidade de ver e analisar o seu conteúdo dual. Este é um processo alquímico, naquilo que se chama de individuação.

As energias em nosso ser

O ser humano é constituído de três partes: Espírito, alma e corpo.
Cada parte envolve a outra, sendo o espírito a síntese das energias experimentadas, processadas e resultantes da alma. Na alma se relacionam essas energias na forma do pensamento e dos sentimentos,  no corpo estas energias se misturam a outras energias captadas pelos cinco sentidos.
No centro da alma está o nosso si mesmo, o self, que é vazio e através dele a energia do espírito se liga a alma fundindo em um corpo imaterial nossas resultantes energéticas.
Esse relacionamento de energia entre nosso espírito e alma se dar através dos chakras.  Estamos em contato o tempo todo com as energias no meio em nossa volta. A sincroncidade  atua na junção dos pontos de luz e sombra em movimento criando imagens que irradiam energia através dos seus significados e nos enviam sensações. Estes pontos que se sincronizam atraídos entre si, formam essas  imagens de significado especial. Esses pontos de energia proveniente dos pensamentos e sentimentos em movimento ao nosso redor e  que captamos em nossa relação de contato com o meio, espalham-se por todo o espaço, visível ou não, e vão unindo-se em nós mesmos,  atraídos pela energia que temos e enviamos ao universo pelo pensamento e sentimentos.
Esses pontos então se conectam entre si, nos fazem mover em acordo com nosso desejo e nossa vontade despertados nos impulsos da nossa interpretação de seus significados e das sensações que nos causam.
A sincronicidade está em toda parte, é através dela que Deus age em nossa vida e também nos faz experimentar nossos carmas e seguir nossos destinos. Pois a sincronicidade é resultado desse movimento de interção de todas essas energias, ocasionando reações do meio em relação as energias que emanamos do nosso ser. As “coincidências significativas” são ocasionadas pelas energias de atração produzidas por esses pontos de energia unidos em imagens que não percebemos com a razão, e sim pelas sensações e na intuição.
Os Chakras em nosso corpo funcionam como um aparelho circulatório de energia, no centro dele está o plexo solar, que movimenta toda essa energia por todo o corpo e assim mantém nosso esquilíbrio psíquico e espiritual, pois toda essa energia é processada em nossa mente e circulada pelo corpo.
A libido é como um receptor e canalizador da energia na terra, através dela recebemos energia, essa energia recebida em nossa alma é transmitida ao espírito através do nosso centro regulador,  que pode ser chamado de self. Em nosso self, a energia dos opostos,  a dualidade de nosso ser, funde-se ou se homogeiniza, criando a energia resultante do nosso espírito.
O amor é uma energia que se processa na alma, e esse amor é distribuído em nossos chakras em conteúdos diferentes, como se fossem fôrmas.
Todos os sentimentos que envolvem o amor:  a bondade, a caridade, a generosidade, a compaixão, etc… São distribuídos em seus conteúdos correspondentes em nossos chakras, ou seja, a síntese destes conteúdos se dar na forma do amor para nossa alma, porém se distribuem em conteúdos diferentes de energia para nosso espírito.  Essa distribuição é feita pelo chakra do Plexo solar.  Existem mais seis chakras dentre os principais.  Entre eles, também importante, está o chakra do terceiro olho. O terceiro olho localizado na cabeça, entre os dois olhos consegue perceber  imagens criadas pela sincronicidade  e que são impercepetíveis aos olhos, essas imagens capatadas por este chakra é que nos faz ter sensações não percebidas pelos cinco sentidos, ou seja, são imagens que não percebemos com nossa visão comum, porém são percebidas nos causando sensações e despertando a intuição.  Enquanto nossos dois olhos da visão captam somente as imagens em contato pelo ego, ou do meio físico, o terceiro olho consegue enxergar imagens invisíveis aos olhos, percebidas através das  sensações, e somente criadas pela sincroncidade dos pontos que se coincidem, se atraem entre si e formam as imagens significativas, que nos trazem a luz da verdade sobre tudo que está oculto para nossos cinco sentidos. Essas imagens  são lançadas em nosso inconsciente, por isso a movimentação de energia e os processos psíquicos acontecem o tempo todo em nosso ser, mesmo sem a consciência de que eles estão acontecendo.

A Libido e seus simbolismos

O simbolismo da maçã é a libido. Tanto na história bíblica de Adão e Eva, quanto nos contos de Fada, onde a maçã aparece, como na história da Branca de Neve. Já no conto da Cinderela ela aparece na imagem simbólica da Abóbora, que é transformada na carruagem.
Na História bíblica Eva morde a maçã e em seguida Adão, por isso ambos são expulsos do paraíso.  A maçã é tida como o fruto que representa o pecado, por isso Deus proíbe ambos de comerem deste fruto. Eva representa o feminino, o sentimento, e Adão o masculino, o pensamento.  A maçã, assim como a Libido guarda o segredo de toda a divindade contida em nós, porque ela é quem nos desperta para nós mesmos através do movimento. Ao morder a maçã,  Eva e depois Adão, significa que todo o desejo é despertado, não só o sexual, impulsionado pelo feminino em nós, o sentimento, mas o desejo de forma geral, também no sentido do pensamento, representado por Adão, o desejo do conhecimento, do desvendar os mistérios sobre o divino, que está contido em si mesmo, ou seja, o desejo na descoberta de si mesmos, portanto a maçã carrega o significado do desejo, mas o desejo na forma de movimento, do mover-se por um desejo, que pode ser qualquer um, ou seja, o desejo de autorealização, o desejo sexual, o desejo de realizar sonhos, o desejo de satisfação, etc…porque esse desejo está contido no sentir, mas ganha forma no pensar.  Deus expulsa ambos do paraíso, pois significa que ambos possuindo a divindade em si mesmos não poderiam co-existir juntamente a Deus. Se Deus é masculino e feminino, Adão e Eva passariam então a competir com Deus em poder, em vontade.  A história poderia ser explicada da seguinte forma, antes era DEus, Adão e Eva “unidos” no paraíso, ao morder o fruto proibído Deus separa ambos para torná-los mais fracos, como é também o mito do Andrógido escrito por Platão.   No conto da Branca de Neve, ela adormece, em sono profundo, depois de morder a maçã, ou seja, ela fica totalmente inconsciente, sendo despertada pelo amor, mas o amor inconsciente, contido em si mesma, já que ela se encontra em sono profundo, inconsciente.   Já no conto da Cinderela, a abóbora tem o mesmo simbolismo da libido, porém expressando um outro significado e função da libido. A libido recebe a energia do amor para o movimento, por isso a carruagem, assim como a abóbora, a libido compreendida num movimento para um puro desejo sexual cria faces de ânimas, para o homem, e de ânimus, para as mulheres, exatamente como os “gomos” numa abóbora, e assim nestes muitos dentro de nós mesmos, não conseguimos enxergar a si mesmos. Ao se compreender o amor como uma energia impulsionando a libido para o movimento, esta cria a consciência de cada um sobre o amor e esta consciência também está representada na imagem do carro, da carruagem, que é quem leva Cinderela ao encontro do seu verdadeiro amor.
Quando encontramos alguém que nos desperta o interesse, um sentimento de amor, antes de mais nada devemos entender o que este amor está querendo nos mostrar, o que esse movimento em direção a este alguém está querendo nos revelar sobre nós mesmos. Só se pode achar o amor verdadeiro depois de estarmos completos em si mesmos.
Tanto Adão, como Eva já possuiam o amor divino em si mesmos, mesmo que oculto,  pois então não seriam eles criações de Deus. Então, ao morder a maçã, eles não só despertam o desejo sexual em si mesmos, mas o desejo no conhecimento, pelo pensamento, representado pelo masculino Adão, por isso o amor é energia de movimento no saber sobre nós mesmos, porque traz a compreensão do divino e todos os mistérios que nos envolvem.  Morder a maçã, seria como o impulso de Psique no seu mito, ao abrir a caixa que lhe fez entrar em sono profundo, seria também como no mito de Pandora.  A caixa, a maçã, e a abóbora são imagens simbólicas para definir a libido em suas funções psíquicas e os mistérios que a envolvem na alma  humana.

Urânia: O universo e a Psique

O universo está em nós, assim como nós somos parte dele. A imagem do átomo, de uma célula, da Psique e o sistema solar, todas retratam uma organização universal dos opostos, são imagens da sincronicidade da dualidade, o movimento sincrônico dos opostos  .
Espero conseguir fazer cada um  imaginar com exatidão esta concepção do universo existente em nós, conseguir colocar nas palavras a imagem do que nós realmente somos em essência, porque Urânia é,  para mim, a Teoria de Tudo, e será sobre essa idéia, essa Teoria que chamei de Urânia, que vou dedicar este blog. A Psique e o universo será o tema essencial aqui, e nele contém do micro ao macro, por isso aqui conterá a minha concepção para a Teoria de Tudo.
Vamos imaginar uma corda, esta corda no espaço, em cada extremidade dela estão dois opostos, a luz e a escuridão. Estas duas pontas quando se unem formam um círculo. Agora vamos imaginar o sistema solar, a luz, uma das extremidades é o sol, na outra ponta a escuridão, Deus, o vazio. Estas duas pontas se unem, refletindo cada uma na lua, de um lado a face da lua iluminada pelo sol, de outro a face escura da lua,  e a Terra que recebe a luz do sol e projeta sua sombra na lua, a sombra que reflete a escuridão,  dando o movimento das suas fases: cheia, minguante, crescente e Nova.
A nossa psique é exatamente a mesma configuração.  A imagem da psique é a mesma do sistema solar, o sol ao centro, nosso self, a lua a libido, e a Terra o peso, o Ego. Na mitologia grega Afrodite, é tida como Deusa do amor, representada pela lua  e o mar, pois é ela que comanda as marés, exatamente por ser a lua a libido e ser a lua que influencia nas marés.
O Sol é o centro da nossa psique, em sua órbita mais próxima circunda o inconsciente coletivo, nas órbitas da extremidade o inconsciente indiviudal, por isso mais próximos da lua e da Terra.
A nossa libido recebe a luz do sol, do self, que é a ponta da corda que está ligada ao seu oposto, a escuridão. Ou seja, nós estamos inseridos no universo de forma que nosso self e nosso ego, são as duas extremidades dessa corda, tendo a lua como o satélite, ou seja a libido como um receptor da energia para o movimento, para a alternância de suas fases e tendo nela a projeção dos opostos. Estas duas extremidades, a luz (o self) e a escuridão (ego) se unem nos dando a imagem de Deus. Não se consegue unir estas duas extremidades sem compreendermos em nós mesmos Deus.  Quando compreendemos Deus em nós mesmos a sincroncidade acontece na união dos opostos , e chegamos ao nosso self.
Esta corda é infinita, pois uma ponta se lança ao espaço, ao cosmos e a outra para dentro de nós mesmos, que somos um universo infinito de possibilidades através do pensamentoo e das idéias.
A luz e a escuridão, o yin e o yang, a união dos opostos, o círculo mandálico, são expressões da totalidade. São imagens do self, e de Deus em nós mesmos.
Por isso, somos sua imagem e semelhança.
A lua, nossa libido recebe do nosso self a luz, que forma nossa consciência, o espaço, o self que representa o Tempo,  o inconsciente. As fases da lua são o movimento de formação dessa consciência. A lua cheia conteúdo total na consciência, a lua minguante, conteúdo do inconsciente para a consciência, a lua Nova, no inconsciente, e a Lua crescente conteúdo da consciência para o inconsciente. Neste movimento, nossa consciência vai se formando até ao ponto de conseguir unir os dois opostos, a luz e a escuridão, chegando a totalidade da Psique. Então, nosso self passa a incidir toda a luz sobre o Ego e por isso passa a comandá-lo, a movê-lo dando sincronicidade ou ordenando o  movimento psíquico.
A luz, é energia, é o combustível que move, é o que movimenta a natureza, e em nós, em nossa psique, é o amor esta energia.
O amor, a luz, que vem do sol, que vem de nosso self, incide sobre a libido, assim como a Terra, o Ego, cria a escuridão do  outro lado, o amor em nossa libido cria esse movimento de alternância, de dias e noites, das quatro fases, até chegarmos a nossa Totalidade Psíquica. Quando a lua cheia, a consciência total de nós mesmos, nos faz unir em si mesmo,  nosso ego e nosso Self, faz o Ego ser movido pelo self, pois é quando enxergamos nós mesmos, é quando despertamos, vemos a luz dentro de nós, e então conscientes e despertos, de olhos abertos para esta luz, podemos nos mover em sincronicidade no espaço, com consciência total, com nosso inconsciente totalmente integrado a esta consciência.
O Sol, a Lua, e a Terra, são elementos numa mesma órbita, assim como nosso self, a libido e o Ego. O Alinhamento destes elementos é a configuração  perfeita de sincroncidade destes elementos. Alinhados um absorve o conteúdo total do outro de forma ordenada e sincrônica, tendo o self como ordenador deste movimento.
O sistema solar é a imagem da nossa psique, é o átomo, e Deus compreende essa imagem em si mesmo, por isso nosso self é o que temos de mais divino na alma, pois ele, nosso centro regulador, é a imagem e semelhança de Deus.

Sonhos e a Imaginação Ativa

O Tempo é  inconsciente. O espaço é a consciência. O Tempo é a forma, a consciência o conteúdo. Os arquétipos são formas no inconsciente coletivo que são preenchidos pela nossa consciência, e a consciência se cria num todo a partir desses conteúdos, sendo ela comandada pelo Ego em seu centro.  Este espaço consciente, a consciência, se forma a partir do amor consciente, pois esta consciência que adiquirimos sobre o amor é que nos faz unir ao Todo, ao mesmo tempo que nos individualiza numa verdade única, num indivíduo singular. A medida que preenchemos estas formas, os arquétipos, com nosso conteúdo consciente, damos a ele vida própria. Dando vida aos arquétipos podemos enxergá-lo de forma consciente, ou seja, trazer a consciência um conteúdo inconsciente.
A imaginação Ativa nos permite dar forma, cria um espaço onde  preencher um  conteúdo inconsciente, por isso ela permite que se tome consciência desse conteúdo, a medida que você passa a enxergá-lo dentro de um corpo. O conteúdo, o vazio, nosso caos interior preenche estes arquétipos. E assim, damos corpo aos nossos muitos em nossa psique, até ao ponto onde podemos ver conscientemente quem somos, diferenciando dos outros aspectos, persona, sombra,  animus e anima, até se chegar a si mesmo.
A imaginação é o ato de criar imagens,  são as imagens que projetamos de nosso inconsciente dando formas a elas.
No inconsciente individual as imagens tomam formas que é possível  identifcar-se com elas ou não, possibilitando o indivíduo de separar os grãos, separar o que é dele ou de outro (pai, mãe…). Como também a sua própria compreensão do amor formado em sua consciência, recebido desde sua infância. É no inconsciente individual que descobre-se os conteúdos reprimidos, as formas rígidas que impossibilitam o indivíduo de sentir o amor em si mesmo.
A alquimia é uma projeção dos conteúdos inconscientes em formas,  que retrata o processo de individuação. Assim como cada um de nós elaboramos em nós mesmos esta alquimia quando utilizamos a nossa imaginação Ativa.  A imaginação Ativa é tão importante quanto são os sonhos para um processo de individuação, a medida que em ambos existem a produção de formas para o conteúdo inconsciente. Porém, os sonhos são ainda mais essenciais na sua tradução, pois são produzidos de forma mais espontânea. Mas isso depende de cada indivíduo, quanto mais conteúdos reprimidos  tiver em seu inconsciente individual, menor é sua capacidade de imaginar espontaneamente,  por um bloqueio em sua força criativa. O princípio criativo é uma energia do amor, de movimento, por isso um amor consciente afetado pelos conteúdos reprimidos, bloqueia seu potencial criativo.  A libido tende a distorcer o seu estímulo ao movimento como um desejo sexual. Dessa forma, o indivíduo reduz seu potencial criativo, e sua capacidade de pensar sobre as idéias. Ou sua capacidade de produzir imagens.
Os sonhos não são apenas uma forma de satisfazer conteúdos reprimidos, eles são a manifestação inconsciente no indivíduo naquilo  que é sua busca interior, do seu desejo de trazer à consciência. Assim como o desejo sexual, o desejo de movimento em seu processo de individuação reprimidos levam o incosnciente a produzir sonhos que tragam à sua consciência conteúdos que revelem a si mesmo.
A libido ao ser estimulada pelo amor produz o desejo, a vontade, que pode ser sexual, ou apenas o desejo de mover-se em direção aquilo que se ama em si mesmo, ou aquilo que trará uma satisfação na sua totalidade. Reprimir os desejos, tanto sexual, quanto este desejo ao movimento, produzirá sempre no inconsciente individual, formas rígidas que limitam o potencial criativo do ser humano e com isso a sua consciência sobre o Amor, reduzindo sua capacidade de conhecer e enxergar a si mesmo.

O Segredo da maçã

A maçã é uma imagem simbólica em várias culturas, inclusive a cristã, como consta no conto bíblico de Adão e Eva.
O significado simbólico do fruto proibido, que expulsou Adão e Eva do paraíso, o pecado original, é  a libido.
A  libido é quem guarda o segredo da vida eterna. O Tempo é inconsciente, e nossa libido é que nos faz mover no tempo, pela força dos instintos, a nos despertar a consciência até a verdade, sobre nós mesmos e sobre tudo.
A libido que nos desperta os desejos, os  instintos, é a mesma que nos devora no Tempo. Pois é nela própria que guarda a noção de Tempo e espaço. Pois o espaço, nossa consciência, se forma a partir do nosso movimento, guiado pelos nossos instintos.

O que acontece é uma inversão de espelho de um lado o movimento do Tempo é sincrônico, é como a natureza se move, do outro lado,  o espaço reflete nosso caos por um movimento desordenado de desejos do ego, sexuais ou não, fazendo com que a gente não acorde a consciência para a verdade que está dentro de nós, porque o Tempo sempre está no mesmo ponto,  parado, se movimentando de forma sistemática ou sincrônica,  em círculo, em si mesmo.

A libido esconde as duas faces de Eros, as duas faces do Amor, o Amor divino, e o amor erótico, do desejo. O primeiro nos leva a observar o Tempo,  a sincronicidade, o  movimento da natureza, de dentro pra fora. O segundo nos leva a um movimento cego no espaço, sem sincronia, e em ambos os movimentos, ambos os caminhos, sempre será para o mesmo destino, o conhecimento da verdade, do Uno, e do Tao. Ou chegamos a esta verdade correndo por fora, ou correndo por dentro, mas  esse sempre será o caminho e o destino de cada um e de toda consciência,  no Tempo e no espaço.

A verdade é que o Uno pode ter a imagem do átomo, a imagem do cosmos, a imagem da psique, a imagem de Deus.  Seja qual for a visão da verdade, a compreensão dela sempre será a mesma,  dita de formas diferentes, por consciências diferentes no Tempo.

Imagem

imagem-copy-copy
A dualidade onda e partíula depende do observador: o Alinhamento dos elétrons com o núcleo formam a imagem da corda, como os planetas em suas órbitas. Mas se o observador estiver posicionado em um planeta, ou em uma extremidade nessa linha (ou corda), ele verá uma imagem de partícula, como a imagem do átomo, como se cortasse a corda e observasse o ponto na sua extremidade.