Deus: A unidade fundamental

Se no início era uma massa uniforme que definiram como caos, vazio, eu me pergunto: Será que essa massa tem a mesma imagem da nossa idéia a respeito de caos e vazio?
O que realmente significaria o caos? E o que realmente significaria o vazio?
Ou será que isso são termos escolhidos apenas para representar o ponto de partida? E na verdade, no início era a inexistência total?

A palavra-chave para essa resposta não é inexistência, mas essa totalidade, ou homogeneidade.
Essa massa uniforme, de síntese, irredutível, primordial, é o que eu chamo de Deus. No início só existia Deus.

Nada existia antes de Deus, pois o nada era o próprio Deus. Essa massa que poderia ser chamada de Deus é pura energia não manifestada, como uma semente que tem em si o potencial para ser árvore, gerar folhas e frutos. É o que também poderia ser uma massa de inconsciente. Mas, de qualquer forma, Deus é uma energia, não-física, não-visível, que só é perceptível, manifestada em uma natureza física e visível. Ou seja numa natureza oposta a Ele próprio. E essa natureza física, não significa somente um meio material, mas físico no sentido de ser definível, percebível.

Em nossa mente, quando chegamos ao ponto de vazio, imediatamente surge um pensamento qualquer, às vezes você nem “sente” que está pensando ou nem tem “consciência” do que está pensando. Então,um pensamento surge do nada! É um pensamento inconsciente, não voluntário. Assim como foi o surgimento de Deus enquanto Unidade.

E o que é um pensamento? O pensamento é algo tão abstrato quanto a idéia de Deus.

Deus é uma energia que se manifesta de diferentes formas: É o tempo, é o amor, o pensamento… Todas essas são manifestações físicas e não materiais da energia de Deus. Assim como do trigo se faz o pão, macarrão e outras coisas, a energia de Deus se manifesta também em formas diferentes.

Deus só existe ou só é perceptível, manifesto em uma natureza fora Dele próprio, que seja física,  pois [e o contraste que o torna existente para nós, só contrastando-o com o meio físico,  podemos constatar a existência de Deus. E Deus é sempre uma energia necessária para existirmos, por isso a consideramos superior.  E não importa a crença ou a falta dela, que temos em um Deus, porque Deus pode ser qualquer coisa manifesta na natureza física, até mesmo um pensamento.

Se pudéssemos isolar Deus ele seria uma energia inerte, o vazio, e que não poderia ser Deus, porque ele próprio, sozinho, não poderia se aperceber Deus, só havendo um meio de contrastar a sua existência, e assim se perceber Deus.

E esse é para mim o princípio da dualidade: Uma natureza não pode existir sem a sua idéia oposta e complementar, pois, só através do contraste com esta é que ela passa a existir individualmente em todo seu potencial.

E dessa mesma idéia da dualidade que surge a lei de ação e reação, ou melhor, é da ação/reação que surge a dualidade.

Quando a dualidade passa a existir, é ligada uma força de evolução e expansão em quatro sentidos:
Para dentro e fora de cada uma das duas naturezas, ou seja, essa energia propaga de dentro pra fora, de fora para dentro em cada um dos seus pólos. Criando então a trialidade e a quartenidade e daí então a multiplicidade.

A trialidade surge de uma natureza intermediária, e equilibrada dos dois pólos. Assim como acontece o equilíbrio térmico, ou seja, entre o estado frio e o quente, existe o estado morno. E então, existindo essa outra natureza intermediária nova, surge a sua idéia oposta, como reação à sua própria ação de existir. E essa é a formação quartenária. Como na genética:

Aa-Bb = AB Ab aB ab

Existe o dia, a noite, entre o dia e a noite, existe a tarde, e entre a noite e o dia, existe a madrugada.

Então, desta combinação quartenária surge a multiplicidade dos seres, das coisas, das manifestações de Deus como energia criadora cósmica.

A dualidade em movimento.

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