Os dois mundos

O universo é uma visão macro da nossa mente.
E nossa mente obedece às leis do universo, e não a nós próprios.
O homem tem a chance de conhecer estas leis e assim ter poder sobre sua própria vida. Mas ele nada pode fazer contra elas, nada do que ele faça influencia o movimento natural do universo. O que o homem faz, altera sim o resultado final, mas não muda as leis naturais que coordenam e comandam a existência de todas as coisas, essas leis que poderiam se chamar de justiça divina, é quem determina o nosso destino. Elas estão continuamente executando seu movimento, e suas rotinas.

Tudo que é físico, percebível, tem característica oposta ao que pertence a natureza não-física.
O tempo previsível no meio físico, é tempo eterno no não-físico; Nós temos nossas leis, o direito, no não físico existe a justiça; a morte que no meio físico é o fim, no não-físico é um recomeço; o amor volátil do nosso mundo, é o amor etéreo no outro. Isso acontece como a imagem no espelho, pois são naturezas semelhantes de forças opostas.

Amor, poder, tempo, justiça, pensamento, emoções, todas estas grandezas que criamos nossos conceitos e valores sobre elas, existem em outro nível mais profundo e eterno.

Esses valores e conceitos em um nível mais elementar é que são eternas, porque eles representam a união, onde se equilibram as energias das emoções e dos pensamentos e outras energias de todo o universo. É nelas que devemos nos manter energizados, porque elas é que são verdadeiras e precisamos delas para continuarmos eternamente nessa roda viva.

Nós conceituamos as energias, chamamos de amor, de paixão, de pensamento, chamamos de Deus, damos nomes diferentes. Porém todos esses conceitos no seu sentido mais profundo são energias, como é a gravidade, como existe energia solar, elétrica, tudo essencialmente é energia.
No meio não-físico ou espiritual essa energia é concentrada, mas nós, no nosso meio físico ou material, dividimos em muitas e damos nomes diferentes. Assim, como nós possuímos cinco sentidos físicos, e na verdade, não-físico, só temos um, o pensamento.

Buscar a verdade nas emoções, nos valores dos sentimentos, deixar os pensamentos caminharem por estes valores verdadeiros, sem desequilibrar os dois pólos, isso num sentido profundo é o que nos mantém em equilíbrio. E estes dois pólos podem ser: pensamentos e sentimentos, razão e emoção, eu e o outro, eu e o universo.

Perder-se  da verdade, desse sentido profundo,  é se dispersar e perder sua própria alma, é deixar de ser um indivíduo para ser muitos em um só, quando é fundamental a união. Isso é o religar, e é o que as religiões tentam fazer, nos unir num ponto central, num Deus, numa crença.

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