O Religar

O ser humano é basicamente dividido em corpo, alma, e espírito.
O corpo se abre ao meio externo através dos cinco sentidos, que são transmitidos a alma pelas sensações, e as emoções. Nossa alma processa isso nos pensamentos, que se ligam com o espírito nos sentimentos.

Esse fluxo precisa ser solto, livre, sem interferências. As interferências deturpam a mensagem real que nos está sendo enviada. Por isso, nossa mente precisa está arrumada, organizada, centrada. Se imaginarmos que a alma, o eu e o espírito ( sendo o eu uma interseção entre os outros dois), que cada uma dessas partes são como  anéis, eles deveriam estar alinhados, em forma de túnel, para que a passagem fosse livre.

É aí que entra o papel das religiões, o papel de religação, que  na maioria das vezes, é mal executado. E pelo simples motivo: são outras pessoas traduzindo o sinal para você, este sinal vem mascarado, ou filtrado por outros e não é você mesmo quem o captura.

Não sou contra as religiões, acho que apesar de tudo, ainda é uma tentativa de levar a verdade, mas muitas vezes vem distorcida. E para alguns, a compreensão chega o suficiente para satisfaze-lo o espírito. Então, ainda é preferível ter as religiões do que não ter. Mas só aquelas que “não dão o peixe, mas ensinam a pescar”. As religiões quase sempre pecam por dá o peixe, ou seja, forçar uma compreensão de fora para dentro. Cada um tem sua própria maneira de vivenciar as experiências, e se a mensagem não corresponder a minha experiência, ela não vai estar religando-me, mas programando minha mente. Algumas vezes funciona, mas quase sempre, existe um risco grande da casa cair um dia ou surgir o fanatismo religioso.

O ideal seria que no lugar de padres, pastores e papas, fossem filósofos e psicólogos, ainda sim teriam que procurar a vivência da verdade dentro de nós e não programando uma verdade para nós.

Algumas mensagens que deturpam a realidade, por exemplo: “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança” . Isso na grande maioria é entendido como se Deus fosse um homem de carne e osso, quando na verdade esta mensagem quer dizer, que Nós temos a mesma essência de Deus, sua mesma energia, sua unidade dentro de nós. Outra coisa que não faz muito sentido para mim, e que por causa dela, posso ver os efeitos na sociedade, é a santíssima trindade: o pai, o filho e o espírito santo. Nunca deveria ter sido assim, nunca deveria ter se excluído o papel do feminino. O correto deveria ser, o pai, a mãe, o filho e o espírito santo. Onde a mãe representa o meio que é necessário para gerar o filho, a mãe, representando o papel do feminino, como a força semelhante e complementar a do pai, formando o par dual. Dele é que se gera o filho, e o espírito santo, representa o amor, a energia de ligação. Essa é a formação correta, a formação quartenária, que representa também o corpo, o espírito, a alma e o eu, onde o eu é o ponto de ligação de todas as outras energias. Acredito que a “pregação” e propagação dessa mensagem, tornou a mulher um elemento ignorado e isso foi nocivo a sociedade como um todo. E não só para os cristãos, pois existem outras religiões que desprezam ainda mais o elemento feminino.

Assim como o céu precisa da Terra para dá sentido a nossa existência, nós precisamos da imagem do masculino e do feminino, porque são duas grandezas igualmente importantes, ambas trazem em si, caracteríscas e funções que equilibram o ser humano e a nossa mente.

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