O Psiquismo Humano: A união da Consciência e o Inconsciente

Nosso Psiquismo se divide em: Inconsciente, e  consciente, isso porque cada uma destas partes têm mecanismos próprios e natureza diferentes. Mas as duas estão ligadas na funcionalidade da mente. Se tudo na natureza é dual, nossa psique não poderia ser diferente. Uma precisa da outra, ambas precisam estar ligadas, em sincornicidade, resultando na Totalidade final em um Indivíduo.

Nossa Consciência possui regiões das emoções ( Inteligência emocional) e dos pensamentos (inteligência racional), possuímos uma memória onde guardamos os registros das experiências que tivemos ao longo de nossa vida. Essa memória que guarda na Consciência está diretamente ligada aos sentimentos que nutrimos ao longo da vida, e são estes sentimentos que formam nossas crenças e complexos, o ego é o centro de nossa Psique consciente.
Estes sentimentos que estão registrados em nossa Psique Consciente, fazem uma ligação, ou uma ponte à Psique Inconsciente através dos desejos inconscientes.
Na Psique inconsciente temos a intuição como a Inteligência inerente a ela, uma memória que guarda todas nossas experiências ao longo de nossas muitas vidas, ou os registros de nossas experiências em nosso Tempo cíclico, que é atemporal. Essa memória que guarda os desejos ou vontades primordiais, que se localizam nos instintos. O centro da Psique Inconsciente é o Self.
No processo de individuação a consciência e o Inconsciente comunicam-se através dos nossos sentimentos dos nossos desejos, na energia dos instintos. Nossos sentimentos na Psique consciente fazem pontes aos sentimentos da Psique inconsciente. Na consciência  o amor é manifestado na paixão, que é o carro chefe do Ego, isto é, buscamos conscientemente por nossas paixões. No inconsciente estão nossas verdadeiras paixões, àquelas que nossa consciência busca saber. A consciência totalizada sintetiza nossas paixões, mas não o desejo do amor verdadeiro, o amor do inconsciente. Esse amor que no inconsciente está ligado ao instinto da sincronicidade, do amar e ser amado verdadeiramente. A sincronicidade com o outro ou um grupo, pelo principio semelhante atrai semelhante, é que faz  com que o outro nos veja exatamente como somos na singularidade, em nossas diferenças individuais, sem, as prejudiciais, projeções.

Em nossa Pisque Inconsciente a única razão que existe é formada pela sincronicidade dos nossos instintos. E esta sincronicidade dos instintos, que é a mesma dos desejos inconscientes, é que resulta na totalidade da nossa Psique Inconsciente. Na Psique consciente, da mesma forma, a totalidade é adquirida pela sincronicidade da nossa razão e emoções, ou dos nossos pensamentos e sentimentos. Quando totalizamos nossa Psique consciente descobrimos em nossa individualidade nossos verdadeiros desejos. Esses desejos que irão alimentar nossos instintos, no inconsciente. Se não temos totalizada nossa Psique inconsciente, ou organizada de forma sincrônica dos instintos, esses desejos alimentam de forma desigual esses instintos. Gerando uma falta de sincronicidade interior e exterior, entre inconsciência e consciência.

O sentimento de paixão alimenta somente nossa Libido, porém não cria uma unidade na mente. É o amor que nos permite enxergar o outro e enxergar o indivíduo. Pela sincronia do nosso desejo consciente e inconsciente em amar e ser amado, nutrindo a energia que move o  instinto e a sincronicidade, que leva à sincronicidade do tempo e do espaço.

Quando não amamos de forma altruísta ou inconsciente, nosso instinto da sincronicidade não é alimentado, o que não gera a totalidade da nossa Psique inconsciente. Então, alimentamos o sentimento de amor em nossa Libido, nas paixões e no desejo sexual. Isso nutre somente nosso Ego. Mas nosso Self precisa da nutrição para o amor verdadeiro, porque em nosso inconsciente existe esse arquétipo, e essa nutrição é feita pelo instinto da sicronicidade.

Poderíamos então chamar de carma a repetição de experiências por atração, dos sentimentos experimentados na consciência e não sincrônicos em nossa totalidade Psiquíca do inconsciente. Esses pontos não-sincrônicos, nos leva a repetir no espaço experiências semelhantes, isso para nos fazer caminhar para a Totalidade da nossa Psique.

O amor puro, verdadeiro,  ou altruísta é o desejo de nosso inconsciente da satisfação plena do amor, da totalidade, porque é através dele que encontramos o verdadeiro amor. A doação de nosso tempo ao outro, para ouvi-lo, observá-lo em si mesmo, é que nos permite observar a sincronicidade com este indivíduo. Essa doação do nosso tempo ao outro, esse ato de entrega, é o amor do inconsciente, a imagem do amor altruísta.

Na mitologia Grega, essa união do Inconsciente à consciência está representada no casamento de Eros (o amor inconsciente) e a Psique (consciência), que passa a amar Eros conscientemente, quando vê sua face.

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2 pensamentos sobre “O Psiquismo Humano: A união da Consciência e o Inconsciente

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