A importância do processo de Individuação

Não existe nada mais importante nessa vida para um ser humano do que caminhar pelo seu processo de individuação. Definitivamente, o inconsciente não é apenas um repositório de conteúdos reprimidos, como definiu Freud.

O Processo de individuação é para o ser humano fundamental se ele quiser continuar existindo sem seus sofrimentos internos que lhe fazem atrair mais outros sofrimentos. Em síntese, a individuação leva cada um a uma aventura na descoberta sobre si mesmo. Ou o encontro de cada indivíduo com seu Deus interior, o que Jung chamou de self. Este Self, que é a imagem e semelhança do Deus acima de nós. Portanto, não caminhar pelo seu processo de individuação, é fugir do seu próprio caminho para a libertação de seus sofrimentos internos, e de seu próprio autoconhecimento, sua espiritualidade, e também é um estímulo para o que há de mais belo no universo, a sincronicidade.

As religiões tentam conduzir o ser humano por este caminho de encontro com Deus, porém, muitas delas, separam o homem de seu Deus interior. E não existe Deus fora sem a percepção deste Deus dentro de si mesmo. Existe sim uma “forçada de barra” ou barro, existe uma tentativa de criar uma verdade de fora para dentro, quando na verdade, só existe o dentro para fora.

Por isso, se alguém que não seja tão religioso assim, que queira buscar a verdade por si só, procure seu próprio caminho, procure sua individuação, ou conhecer a si mesmo.

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7 pensamentos sobre “A importância do processo de Individuação

  1. Bem, em primeiro lugar, parece me que Jung foi muito influenciado por Freud, e se tal não tivesse acontecido, onde estaria toda a riqueza de Jung?? Freud foi muito importante e jung foi muito importante. Outros vieram depois e também contribuíram. Depois, não me recordo de Jung afirmar que só existe ‘de dentro para fora’. Aliás, jung dedicou se tanto ao estudo das outras culturas, seus símbolos e, foi claramente influenciado por elas no seu desenvolvimento interior. Ninguém é dono da verdade absoluta. Ele próprio teve a humildade de procurar fora e dentro. Aliás, de integrar o interior e o exterior, por exemplo na interpretacão de sonhos e não só.

    • Reconheço tanto Freud, quanto o Jung, fundamentais para a psicologia, e tanto quanto eles, considero também muito importante para esta ciência a influencia e a filosofia de Nietzsche, que para mim, é o verdadeiro “pai da psicologia”. O que vejo bastante diferente entre Freud e Jung e que, particularmente, me faz ter uma preferencia pelo pensamento junguiano, é que Freud atuou observando muito mais as doenças ou distúrbios psíquicos, os traumas, neuroses, etc… enquanto Jung foi mais seguidor da filosofia “conhece a ti mesmo”. Ou seja, Jung deu a psicologia um enfoque maior na jornada interior e individual de cada ser, na busca de cada um por se sentir realizado ou totalizado, e não somente uma ciência para tratar doenças mentais. É uma opinião pessoal, meu ponto de vista. Obrigada pelo comentário. abraços!

    • Acredito que Freud tenha até maior relevância em relação as suas contribuições, mas Freud reduziu a psique a uma questão sexual, a conteúdos reprimidos, sendo que, penso a mente como algo muito maior do que isso, ela é um fim em si mesma, e a observação de Jung, sobre o processo de individuação, mostra que os processos em nossa mente acontecem independente de nossa vontade, isso porque o processo de individuação ou seja qual nome se queira dar, é um processo que acontece com todo mundo de forma involuntária, a mente naturalmente promove esse processo, como se fosse uma forma de autoorganização dos seus conteúdos psíquicos. Assim como Freud observou a existência do inconsciente, e isso foi uma grande descoberta, Jung vislumbrou o movimento dentro da mente em seu processo de apuração e formação do Eu. Obrigada pelo seu comentário!

  2. E se eu prefiro criar um personagem pra mim, me imaginar outro homem, em vez de ser eu mesmo, porque não suporto meu destino? Fugir de mim mesmo é uma forma de individuação? Porque a realidade é impossivel pra mim de suportar. Fugir de mim mesmo, e me imaginar um personagem, um ídolo algo assim, ser outro homem, é o unico jeito de eu amenizar meu sofrimento, então isso seria individuação?

    • Não acredito, acredito que individuação seja o processo de conhecer a si mesmo, de forma a tornar o seu ser consciente de todo seu potencial e totalidade. Por exemplo, no caso de uma não aceitação de si mesmo, como você mencionou, esta rejeição, não é uma rejeição a si mesmo ou a realidade de quem você é, Mas sim uma rejeição a algum aspecto da sua personalidade. O processo de individuação permite uma identificação deste aspecto, Para você poder observá-lo e compreendê-lo. Nesta compreensão, é quando ocorre uma absorção deste seu conteúdo, pela sua personalidade, e isso traz um sentimento de paz consigo mesmo, um equilíbrio psíquico e uma sensação de totalidade. O verdadeiro apoderamento sobre si mesmo. Portanto, o processo de individuação é um processo de apuramento daquilo que tu te tornas, levando seu ser a um estado completo, em harmonia pisiquica. É um processo que tem início mas que nunca parece ter fim. E que ele acontece mesmo quando você não está olhando, sendo que se vc acompanha com sua consciência este processo, você ganha muito mais sabedoria e consciência sobre si mesmo, podendo promover uma “faxina” no seu inconsciente. 🙏

      • é legal saber que nunca acaba. porque sempre vivemos situações novas onde é necessario novas adaptações e mudanças

    • Idealizar sobre si mesmo não é individuação. Se imaginar outro, fantasiando, não é individuação. Este conceito foi criado por Carl Gustav Jung, e a sua compreensão envolve um processo no qual todos nós passamos, voluntariamente ou não, e que apura o nosso eu. Nesse processo nossa psique vai se estruturando a partir de um centro organizador, onde conteúdos da sua consciência e do seu inconsciente se confrontam, em sonhos, em fantasias, fazendo emergir o seu verdadeiro eu. A fantasia sobre você mesmo aponta simbolicamente para conteúdos que estão em você, mas como são conteúdos fruto de fantasias, as vezes a verdade do que eles dizem ao seu respeito está mais na essência do significado simbólico. Por exemplo, se eu fantasio ser alguém como uma princesa, com qualidades que me configuram como tal, que reafirmam esta minha visão de mim mesma, essa imagem simbólica da princesa, talvez aponte uma característica em minha personalidade, como por exemplo, que eu seja uma pessoa orgulhosa. Isto é, as fantasias carregam um saber, uma sabedoria sobre nós mesmos, mas não devemos levar as fantasias muito ao pé da letra. Espero ter ajudado. Abraço!

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