O Inconsciente

O inconsciente é um conjunto de padrões, formado pelos nossos sentimentos mais remotos da nossas muitas existências. Os sentimentos são energias de atração ou repulsão, nesses padrões, quando sentimos, pensamos sobre o que estamos sentindo, então passamos a emitir para fora de nós a energia de atração. Pela lei de ação e reação, essa energia agirá sobre o espaço interno da consciência, no ego, e  formando o espaço, que é a sincronicidade de imagens coletivas. Quando atraímos algo de fora, algo coincidente àquele pensamento isso se chama sincronicidade. A sincronicidade de um pensamento é como se fosse um pixel, ou um bit. Estes pontos vão construindo uma imagem, que ao passar do inconsciente individual ao inconsciente coletivo, através dos Tempos e da cultura, de forma repetitiva, torna-se um arquétipo no inconsciente. Estas imagens podem ser de natureza positiva ou negativa.

Quando morremos, depois da falência do corpo, perdemos a nossa parte da alma que nos liga a este espaço, e a nossa consciência. Mas levamos no inconsciente arquétipos, e imagens incompletas, porém já capazes de nos levar sensações.

A intuiçao é a conexão com esta biblioteca dos sentimentos de nossa infinita existência. Isso desde que começou a relação inconsciente/consciência, desde que passamos a ter consciência de nossos sentimentos, que passamos a observá-los. A vê-los em imagens que podem ser expressa nas artes e em toda criação.

A nossa consciência se manifesta através da razão, e nossa razão é completamente afetada pelo Ego. Portanto, a compreensão do significado destas imagens, como saber se uma intuição nos leva a um aspecto negativo ou positivo, depende muito do TEMPO. De quantos  pontos você precisa para formar essa imagem tão nítida internamente, capaz de causar um impulso instintivo para a ação, expressa na vontade. A sincronicidade vai lhe dando as sensações, os sentimentos que é um  indicador de quais imagens vão sendo construídas, se positivas ou negativas.

Por isso, nosso Ego afeta negativamente na construção dessas imagens, cada um tem seu ego em energias dispersivas, e o padrão do incosnciente precisa  se manter  ligado, unido, sincrônico, ou seja, para que essa massa não se despedace e disperse pelo espaço feito poeira.

Esse é o nosso verdadeiro Tempo.  Porque nosso tempo linear não existe, o Tempo é infinito, depende das imagens que você vai carregando ao longo de suas existências, pois elas construirão seus espaços físicos. Elas lhe guiarão pelos seus caminhos, e assim, fará você experimentar novos espaços , novas formas de experimentação. E esses ciclos, porque o Tempo infinito é um espiral, vão criando e recriando estas imagens, repetindo novas experiências relacionadas aos sentimentos delas.

Quanto Tempo de vida pode ter isso, quem sabe? O que acredito com toda minha consciência, é que esse movimento espiralado para se manter eterno, precisa de dois movimentos, porque é uma natureza dual, as duas precisam estar equilibradas, alimentando ambas igualmente. Então, precisa de dois movimentos uma em direção a outra: entre o físico- e o não físico, o tempo e o espaço, o inconsciente e a consciência, Animus e anima, homem e mulher, dia e noite, vida e morte. Desde as camadas mais superficiais até a mais profunda do corpo, no DNA, por exemplo, ou no espírito e o Eu, ou no espaço cósmico, pela energia da gravidade.

O tempo não é contado em dias, vidas, mas infinitamente, sem interrupção, só a forma do espaço se adequa ao conteúdo. O conteúdo, assim como em todos os pares da dualidade, sempre existirá um elemento que aciona, e sempre ligado aos sentimentos, que é a força criativa, criadora, é o espírito, é o conteúdo, é o inconsciente, estas  forças é que realmente asseguram a perpetuidade.

A individuação nos leva a observar estas estas imagens em nosso inconsciente, permitindo que cada indivíduo tenha possibilidade de se colocar em sinccronicidade com esse fluxo eterno, isso enquanto energia. Quanto dura isso? Quanto tempo você consegue ver uma estrela mesmo depois dela ter morrido? Milênios. Porém, sempre existirá no ser Humano seu espírito, com seu conteúdo de arquétipos e imagens e sentimentos. Sem elas nada seria possível para um ser humano, sem elas ninguém seria capaz de evoluir espiritualmente e assim manter a eternidade da existência.

Geralmente, as pessoas criam preconceitos quando se relaciona psicologia com a palavra espírito, porém como se pode conceber a existência do espírito e o ignorarmos em nossa Psique? Como as imagens e conjunto de arquétipos nessa massa infinita, desde aos mais remotos povos e cultura, os seus  símbolos que revelam a existência de um ser superior, representadas neste conceito do espírito, como poderiam ser ignorados? O preconceito é a maior ignorância que um ser humano pode ter, pois o leva ao estado bruto,  como se parasse no meio de um rio com correntezas e se enraizasse no meio do rio, quanto tempo é possível segurar inteiro, não sei. Por isso, o alimento do espírito é uma limpeza para estes sentimentos limitadores da psique, desfaz as imagens que impedem do ser humano ir além, evoluir em todos os sentidos.

A evolução interior do ser humano saiu do aspecto primitivo e das energias mais primitivas das imagens, por exemplo, desde os seres mitológicos,  já se passou por muitas influências nessa relação inconsciente/consciência, por isso há muitos séculos a espiritualidade já deveria ser parte integrada nos estudos sobre a psique. No mito de Quiron, por exemplo, Quiron ajuda a todos, a imagem da união, da ligação, da disponibilidade para esta união. E é eterno, dá sua eternidade a Prometeu, um mortal, ou seja Quiron dá a Pometeu a chance de se tornar eterno, transcender. Ou seja, na cultura primitiva Grega o ser humano já tinha esse arquétipo da coletividade, da espiritualidade, que compõe-se com as imagens do amor. Também visto no mito de Eros e Psique.

Não se deve jamais confundir espiritualidade com religião ou com qualquer filosofia, porque espiritualidade é o estudo do espírito eterno, do Tempo eterno, e da energia eterna que move a existência. Que pode ser feita com um processo de indivuação, ou por outros meios, mas o importante é que esta massa deve permanecer ligada, unida, como uma pedra,  é importante o conhecimento do espírito na psique.
As palavras são nossa consciência, as muitas filosofias e religiões, muitas vezes mais preocupadas com a satisfação do ego, tornam-se separatistas, enquanto na verdade toda espiritualidade encontra-se bruta e Unida, no seu estado verdadeiro, na psique humana de cada indivíduo. Na cultura chinesa é o Tao, na ocidental Deus, o Cristo, Buda, ou espírito santo, mas toda a base desse arquétipo vem a energia do amor, porque no inconsciente coletivo é o sentimento do amor o maior arquétipo, ou a energia mais concentrada e concentradora. Por isso, o amor é o maior gerador de sincronicidade. O Amor espiritual, cósmico de maior totalidade ou união,  o Instinto da Libido puramente alimentada pelo ego afeta este maior arquétipo do inconsciente, por isso é preciso se entender a psique e o papel do Amor, que gera sincronicidade e gera união. E não é o instinto da libido, é o instinto coletivo.

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