A sincronicidade, o Inconsciente e os Instintos

Se observarmos o mundo em nossa volta, vamos ver que tudo se movimenta de modo sistemático.  Nós, humanos,  somos vários sistemas dentro de outros sistemas, onde a natureza, o universo, o cosmo, são os sistemas maiores onde estamos inseridos. Mas desde o átomo até o sistema solar, tudo é essencialmente reflexo de um único sistema. Por esse motivo, tanto o átomo quanto o sistema solar possuem exatamente a mesma imagem. Assim como é a mesma imagem do ser humano. Todas as naturezas possuem essencialmente a mesma imagem: Um centro ou núcleo onde orbita  outras partes que as compõem. Assim somos nós, ou nossos sentimentos, ou nosso universo.
Nós somos muitos girando em volta de nós mesmos, somos vários sentimentos girando em torno de um que nos motiva,  nos tornamos um centro para muitos em nossa volta.

Se todas as naturezas são sistematicamente semelhantes, nós indivíduos não estamos separados da essência existente em tudo. As leis que regem o universo, a natureza, são as mesmas leis que nos regem. E se tudo no unvierso possui um movimento sincrônico, nós não poderíamos ficar fora dessa regência. A própria lei da Ação e Reação já condiciona o indivíduo a esta sincronia de realidades, de tempo e espaço.

Nosso inconsciente é uma natureza que nos habita e nossa consciência formada a partir dele,  o visita a todo instante, como o filho procura um pai, e isso acontece mesmo quando não se tem a consciência de que se está fazendo isso, porque é no inconsciente onde estão nossos verdadeiros sentimentos, nossas vontades, nossa criatividade. Essa nossa natureza do inconsciente obedece à mesma regência de todas as outras naturezas, obedece estas leis de sincronia com o universo.

Essa “obediência” se manifesta nos impulsos, determinados pelos nossos instintos. Se pensarmos que a natureza segue seu curso só obedecendo a ela própria ou às estas leis regentes, nosso inconsciente  também segue, da mesma forma semelhante, o seu curso na existência. E em nossos instintos  existe essa força de movimento sincrônico como todas as naturezas, essa força de sincronia é alimentada nos instintos pelo Amor inconsciente ou Amor altruísta.  O amor  por ser um sentimento de ligação ou união sincroniza todos os sentimentos do inconsciente em sua base retificando nossas ações e nossa consciência. O Amor é o sentimento que sincroniza todas as naturezas, Amando a si próprio, ama-se o outro, ama por amar, porque amar é um bem que se faz a si mesmo, e não somente a quem é amado. Quando amamos estamos nos mantendo ligado a maior energia de nossa natureza humana, a energia que nos sincroniza a todas as outras pessoas, a todas as outras naturezas e todo o universo. Porque o amor é energia que movimenta no sentido positivo, do progresso, do fluxo eterno da vida, da verdade, da paz, da realização do bem  total a si e aos outros. Essa harmonia que a energia do Amor porporciona, ela deve ser cultivada dentro de nós próprios, como se cada um criasse dentro de si mesmo, uma entidade viva chamada Amor, que é nosso próprio Deus, ou Self.  E sentí-lo vivo dentro de si mesmo, sentí-lo pulsar, falar, sentir os efeitos às  suas ações.

Só esse amor é capaz de fazer um ser humano transcender sua própria existência, porque ele é a energia da sincronicidade, pois sincroniza todas nossas partes internas, e sincroniza nós mesmos ao mundo. E isso não é uma questão de ser caridoso, de ser romântico ou ser religioso, é uma questão de sobrevivência. Só preservando ou descobrindo esse amor verdadeiro dentro de si mesmo, se pode viver plenamente em movimento sincrônico com sua própria razão de existência, fora dele é ficar disperso, seguindo no fluxo, de forma irracional, perdido, vagando pelo seu espaço interno, ou externo.