A consciência

A consciência para mim é um mistério, talvez a consciência me seja o lado obscuro.  Não consigo compreender como se forma uma consciência individual se ela for cheia de regras, leis, censuras. Não sei como se forma uma consciência sem dá a ela o poder de ser quem é. E transformam a consciência num programa  passado de pais para filhos, de sociedade em sociedade, épocas e épocas, como um programa sofrendo alguns upgrades. Eu não consigo compreender esta consciência.

Consciência para mim deveria ser somente um recipiente de água pura feito do mais puro amor. Esse amor que sabe e aprende todo dia o que amar o outro e amando a si própria, esse amor que considera todos iguais e por isso não fere o tempo e o espaço de cada um. O amor que quer o bem, o progresso, a felicidade geral,  a paz, a harmonia, o bem-estar comum. Uma consciência que se forma nesse sentimento carrega em seu conteúdo todos os valores necessários para se viver em sociedade. Em comunidade com outros indivíduos. Mais do que isso numa consciência é criar complexos de idéias, muros, blocos rígidos de pensamentos, que para alguém que nasceu para criar e imaginar, que nasceu para voar, o peso de todo esse concreto impede de ganhar qualquer espaço.

Tudo no universo é mutável, por isso o pensamento não deve ter forma pré-estabelecida, o amor cósmico é o amor do Caminho do meio do budismo que significa andar no “meio-termo” entre eu e o mundo, eu e o outro, meu tempo e meu espaço, e o tempo e o espaço do  outro, nada mais é necesário  na consciência do que o amor que nos dá o senso de ética, justiça, paz, para uma vida em harmonia. Os pensamentos, a lógica, a razão  na consciência deve ser construída a partir da verdade de cada um. E com os valores desse amor, com este amor na base da sua consciência de forma sustentável, sólida, tudo que nasce partindo dele é livre para ser o que  quiser. O pensamento é livre.

Então, não entendo esta consciência que vive cheia de conceitos pré-formados.  Acho que minha consciência se faz a todo instante, em cada momento que vivo, é o meu instante consciente.

Talvez isso nos torne uma “metamorfose ambulante”, como chamaria o Raul Seixas, mas é o que somos, nós somos seres mutáveis, a natureza é mutável. Por isso, amar com a alma nos dá a liberdade para sermos quem quisermos e poder voar até onde cada um encontrar suas asas. O amor verdadeiro deixa o pensamento livre. Deixa a  consciência voar. Porque sabe que ela carrega dentro de si,  o amor da  preservação e consideração de um Todo. O amor não lhe permite ser egoísta. Portanto, a consciência é livre.  E como qualquer passarinho  sofre em gaiolas que prendam seu pensamento. Isso para mim se chama liberdade, ser livre é o invidíduo que pode pensar de forma livre porque é capaz de pensar de forma livre, e é capaz porque tem dentro de si o amor que preserva a humanidade e integra todas as naturezas.

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