Analogia de relação: Self, Consciência e Ego

Vamos imaginar que nosso centro, o si mesmo ou self, que concentra toda nossa energia da individualidade seja um sol.  Que nossa consciência seja tão luminosa quanto este sol, por refletir a ele próprio, como um espelho, seria como uma lua, e o Ego fosse a Terra. O Ego então necessita da energia da luz do sol e sofre influência da lua sobre sua superfície (assim como a lua influencia nas marés).
Para uma individuação completa, o Ego deve alinhar-se tanto a energia de que ele necessita para existir,  do sol ou do self, mas precisa também está alinhado com as mudanças da lua. Pois a lua recebe a luz do sol e também influencia a Terra. Alinhar-se significa equilíbrio, o que implica que o Ego deve equilibrar-se entre as duas forças que recebe.

Pela ordem se tem o sol como a fonte de energia, a lua como seu contraponto e tão importante quanto, e a Terra o receptáculo da energia equilibrada de ambas.

Quando existe a individualidade, uma consciência (a lua) reflete completamente a luz do self (sol),  o que significa dizer que o ego está completamente voltado para esta consciência, ou alinhado com ela, o que seria uma imagem de um eclipse entre lua e sol vista da Terra. Este posicionamento,  permite que a consciência se expanda ou se volte a face para o sol, recebendo ainda mais sua energia. A consciência recebe então a energia do self. Quando existe a individuação, as sombras, os complexos na consciência já não turvam ou bloqueiam a visão do self, como se a lua fosse uma transparência, e assim passa a receber totalmente sua energia e chegando ao Ego. Assim como no incosnciente os arquétipos se organizam nos instintos de forma que a energia do self, alimente a todos, ou seja a energia primordial na sua funcionalidade.

O Eu ou o indivíduo nasce como produto dessa energia que a cosnciência recebe do self. Quanto mais “limpa” dos complexos e o inconsciente organizado, quanto mais todos receberem a energia deste nosso sol interno, mais este Eu se assemelha a energia deste sol ou do si mesmo.
Nunca o Eu poderia ser o próprio self, não enquanto este necessitar do espaço da consciência para ser visto. Afinal quem conseguiria viver no sol sem morrer queimado? Poderia dizer que: Eu só posso existir aqui neste espaço, porque tenho uma consciência que me permite ser inconsciente.

Sempre o Eu será para o self como um refletor da energia, e este refletor quanto mais preso ao ego, menor é o espaço de expansão da consciência, ou seja, o espaço de (co)incidência da luz, e  mais sua imagem  se assemelharia a um espelho. Quanto mais se aproxima do self, a consciência se expande até o ponto de receber em todo seu espaço a luz do self e sua imagem se assemelha a um vidro transparente, ou seja, todo seu espaço é (co)incidente com a luz ou energia do self.

O Amor é uma energia de ligação e religações, o Amor cósmico,  transforma toda a psique neste modelo, onde o self é uma energia que transparece na consciência,  para um ego totalmente voltado a esta consciência.
O Amor une e reune a psique no modelo ideal para sua integração, para sua individualidade, e ainda torna um Eu que se volta de forma consciente para o meio externo,  totalmente na energia de sua fonte maior e ligação.  Tornando-o voltado para o Todo ou a comunhão, pois o amor cósmico,  a energia de ligação de todo o universo, a do centro, do si mesmo,   faz com que este indivíduo possa realizar-se de forma plena tornando a vontade de expandir ainda mais esta sua integração total para reunião também no meio externo, para o seu universo.

Alguém que ama em si mesmo, sente em todo seu ser a energia do amor cósmico, e isso lhe permite sempre amar melhor o outro, saberá sempre o que é melhor para si, e qual o seu sentido maior de existência.
O amor cósmico, que na prática chamamos de altruísta, é uma energia poderosa de ligações, porque atrai todas as partes de um indivíduo para o centro dele mesmo e o faz ser este amor para todos em sua volta.

Por isso a importância do Amor, pois é a  energia maior de ligação entre os seres humanos, a importância do cultivo deste amor em suas relações. Ou seja, todo indivíduo que quer manter-se unido na fonte humana dessa energia maior, deve ligar-se a outros indivíduos com a mesma energia. Isto significa dizer que, um indivíduo para manter-se cada vez mais pleno e realizado em si mesmo deve sempre buscar o Amor como ele sente e pensa ao mesmo tempo que deve ampliar o alcance deste amor, expandindo-o, tanto no espaço da consciência, como no espaço físico.

Duas almas quando trocam a energia do amor elas tendem a equilibrar-se numa energia intermediária entre os dois, assim como resulta de qualquer interação de opostos.  Duas almas que queiram se unir ou se relacionar bem e de forma harmônica e satisfatória para ambos, é preciso que as energias  sejam sincrônicas ou semelhantes. Pois eu diria que, ter dois sóis brilhando em energias diferentes tornarão sempre uma lua confusa.

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