Alquimia do Inconsciente

O Inconsciente é uma grande massa feita do Tempo. Assim como o Tempo é uma massa inconsciente onde se unem pontos conscientes e cria-se o espaço, o Inconsciente é uma massa unida pela sincronicidade do Tempo criando o Eterno. O Tempo do inconsciente é a imagem de um espiral, e nos circulos ou órbitas, pontos se unem pelo amor, criando a verdade, que se move no espaço,  pela força da vontade. A individuação  leva a verdade de si mesmo, ou ao ponto verdadeiro que nos faz  realmente existirmos ao longo do Tempo.
Cada volta no espiral corresponde a nossa repetição em si mesmo, ou a nossa síntese na verdade de sentimentos, que acontece pela energia do amor, energia de ligação que sintetiza nossas vontades criando um movimento ordenado. Essa repetição é como que reafirmando no Tempo a nossa própria existência.

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2 pensamentos sobre “Alquimia do Inconsciente

  1. Carol,
    da onde surgem nossas vontades?
    Vontade é a mesma coisa que desejo? Será que, ao contrário do que dizem alguns filósofos, além de podermos querer, podemos também escolher o que queremos?

    • Sim, desejo e vontade, pra mim, são a mesma coisa, por serem a mesma energia que gera movimento. Ambos são um impulso para um determinado movimento, do querer. As vontades vêm do inconsciente, despertadas pela energia da libido, que é a energia do puro desejo. E acho que podemos escolher sim o que queremos, mas é preciso saber o que realmente se quer. Se dentro de nós estamos dividos em muitas partes, não existe uma individuação, um sentimento que ordene as vontades num centro ordenador, aí nunca vamos conseguir escolher ou saber o que queremos, porque estaremos sempre tendo que atender o desejo de todas essas nossas partes, levando a um movimento em direções diferentes, sem um sentido e objetivo. Por isso, a importância da individuação, de se conhecer a si mesmo, e a importância do Amor puro, como uma energia de ligação, ou uma energia que possa ser soberana, que sintetisa nossas vontades para nosso movimento ordenado, orientando assim a libido e os desejos para um sentido único. Esse é o caminho do meio no Budismo, o caminho da individuação, para o centro ordenador que orienta nossos desejos e vontades.

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