Individuação Completa

Quando dois se amam, querem a mesma coisa. Um quer o que o outro quer, porque ambos se querem entre si. Quando se ama a si mesmo, si mesmo ama de volta, refletindo a outra face que torna o inteiro. Só o Um é inteiro, porque o Um não possui espelhos, se refletido vê novamente Um. E o Um sempre será Um enquanto a ligação que une for o Amor puro, do céu.
Por isso, no mito Eros e Psique, Eros mantém seu rosto coberto, porque para a psique chegar a sua unidade, o si mesmo de Eros,  deve não se ver refletida em Eros, que é Amor e desejo, ou seja, se Eros mostrasse seu rosto, a psique seria muitos, pois o Amor está em Tudo. Ao ver o rosto de Eros, ao ver o Amor, a Psique se divide em quatro.  Se ama o Amor puro do céu,  torna-se novamente Um, e ganha o Amor de Eros. Se a Psique ao ver o amor, observar sua outra face, do desejo e da libido, aquela oculta em suas noites de amor com Eros,  a psique se reparte e se divide em muitos. Por isso, no mito, Eros só reencontra Psique depois de completa suas tarefas, e Zeus permite que Eros se case com a Psique. Os dois inteiros se tornam Um novamente.

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2 pensamentos sobre “Individuação Completa

  1. São vários os exemplos em que vemos isso acontecer. Em relacionamentos em geral, é sempre difícil distinguir com segurança e exatidão o quanto o amor vem em relação ao outro, ou em relação o que a pessoa vê refletida no outro aquilo que gostaria de ter.

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