A Totalidade

Quando uma criança nasce, ela nasce com seu inconsciente e seu centro, seu self. A medida que ela se desenvolve, na sua tendência de auto-afirmação, de afirmação de si mesmo, cria-se como um efeito, uma reação a esta afirmativa, o reflexo, ou seja sua consciência,  a partir da imagem do pai e da mãe e posteriormente de outros  e tudo que ela se espelha.  Como reflexo do inconsciente e seu self , a consciência se desenvolve, e como o espelho, desenvolve o centro dela, o Ego. A natureza é o espelho de Deus, tudo que está manifesto na natureza é um Todo na imagem de Deus. Ao nascer com o  seu inconsciente e o  self, a criança se sente como se tudo em sua volta fosse ela mesma, não se diferenciando do Todo , por ser ela mesma a imagem e semelhança de Deus, mas isso não em pensamento consciente, é como ela sente. Mas em seu desenvolvimento e seu processo de auto-afirmação, de si mesmo diante o mundo, cria-se uma projeção dela mesma  nessa natureza, a medida que percebe o mundo e as coisas, originando então a consciência e o Ego, o amor que a criança traduz para sua consciência e da sua consciência para seu inconsciente é o que vai ser seu conteúdo motor para sua realização individual, e esse conteúdo é dinâmico, pois vai se somando a todas suas experiências com o amor ao longo da vida e a forma que ela dá na sua consciência sobre o amor. Não existe distinção na criança do que seja ela e o mundo em sua volta, mas ao se espelhar nesse meio,  surge o reflexo dela,  naquilo que ela se espelha, formando sua consciência, concentrada no Ego. Depois que se torna adulta, o indivíduo procura então resgatar a si mesmo, aquela criança de origem, o seu centro. Durante a individuação, as duas células inconsciente com o núcleo no self, e a consciência com o núcleo no Ego, se confrontam para então se unirem, se tornarem homogêneas e assim finalizar num indivíduo totalizado. Ao fim da individuação, as duas células, consciência e inconsciente, se unem, alinhadas e sobrepostas, uma compreendendo o conteúdo da outra, então a psique passa a não estar mais divida em duas células, ela se torna uma apenas, com seu incnsnciente agregado à sua consciência e o seu ego sendo movido pelo seu self.  Ao fim, de todo esse processo, se tem um indivíduo completo, uma psique totalizada em si mesmo. O amor é o agente para a homogeneidade e integração da psique numa totalidade, o mesmo amor que ela desenvolveu na sua consciência durante seu processo de individuação,  o amor é o que impulsona a libido ao movimento de se sentir realizado em si mesmo. Quando a psique chega a esta totalidade, o amor em si mesmo, em seu self,  passa a movimentar o desejo de encontro com um outro que a complemente. A individuação é um movimento natural do ser humano em busca do amor que o torne completo, primeiro realizado em si mesmo, depois em outro. Quando este está completo em si mesmo, o indivíduo experimenta a satisfação pessoal, sua verdade, e a clareza interior e sem mais ver o outro como um espelho é capaz de enxergar no outro seu complemento, sua alma gêmea. Platão ao criar o conceito de almas gêmeas, o andrógino e o mundo das idéias, se referiu a um ser totalizado,  individualizado, numa forma única, de pensamento, numa verdade sobre a compreensão do mundo em sua volta, com uma consciência sobre o amor, e  integrado em si mesmo,   diferenciando em um ser singular. Quando um indivíduo possui esta forma singular e individual de pensar sobre si mesmo,  o pensamento sobre seu sentido individual de existência, ele utiliza o seu potencial criativo. Sua alma gêmea seria portanto um outro indivíduo que complemente a si mesmo nas formas de pensar e semelhantes no sentir, opostos, semelhantes e complementares. Como uma idéia que se complementa no outro, como um outro que o complemente no amor. Como duas almas que se casam, dois pensamentos que se cruzam, uma idéia que se forma.

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