Urânia: O universo e a Psique

O universo está em nós, assim como nós somos parte dele. A imagem do átomo, de uma célula, da Psique e o sistema solar, retratam uma organização universal dos opostos, são imagens da sincronicidade da dualidade, o movimento dos opostos, unindo-se em torno do núcleo, em um sistema organizado, que funciona de forma sincrônica.

Vamos imaginar uma corda, esta corda no espaço, em cada extremidade dela estão dois opostos, a luz e a escuridão. Estas duas pontas quando se unem formam um círculo. Agora vamos imaginar o sistema solar, a luz, uma das extremidades é o sol, na outra ponta a escuridão, Deus, o vazio. Estas duas pontas se unem, refletindo cada uma na lua, de um lado a face da lua iluminada pelo sol, de outro a face escura da lua,  e a Terra que recebe a luz do sol e projeta sua sombra na lua, a sombra que reflete a escuridão,  dando o movimento das suas fases: cheia, minguante, crescente e Nova.
A nossa psique é exatamente a mesma configuração.  A imagem da psique é a mesma do sistema solar, o sol ao centro, nosso self, a lua, simbolicamente a energia da libido, e a Terra o peso, o Ego. Na mitologia grega Afrodite, é tida como Deusa do amor, representada pela lua  e o mar, pois é ela que comanda as marés, exatamente por ser a lua a imagem que representa a libido, e ser a lua que influencia nas marés, o feminino.
O Sol é o centro da nossa psique, em sua órbita mais próxima circunda o inconsciente coletivo, nas órbitas da extremidade o inconsciente individual, por isso mais próximos da lua e da Terra.
A nossa libido recebe a luz do sol, do self, que é a ponta da corda que está ligada ao seu oposto, a escuridão. Ou seja, nós estamos inseridos no universo de forma que nosso self e nosso ego, são as duas extremidades dessa corda, tendo a lua como o satélite, ou seja a libido como um receptor da energia para o movimento, para a alternância de suas fases e tendo nela a projeção dos opostos. Estas duas extremidades, a luz (o self) e a escuridão (ego) se unem nos dando a imagem de Deus. Não se consegue unir estas duas extremidades sem compreendermos em nós mesmos Deus.  Quando compreendemos Deus em nós mesmos a sincronicidade acontece na união dos opostos , e chegamos ao nosso self.
Esta corda é infinita, pois uma ponta se lança ao espaço, ao cosmos e a outra para dentro de nós mesmos, que somos um universo infinito de possibilidades através do pensamentoo e das idéias.
A luz e a escuridão, o yin e o yang, a união dos opostos, o círculo mandálico, são expressões da totalidade. São imagens do self, e de Deus em nós mesmos.
Por isso, somos sua imagem e semelhança.
A lua, ou a nossa libido, recebe do nosso self a luz, que forma nossa consciência, o espaço, o self que representa o Tempo,  o inconsciente. As fases da lua são o movimento de formação dessa consciência. A lua cheia conteúdo total na consciência, a lua minguante, conteúdo do inconsciente para a consciência, a lua Nova, no inconsciente, e a Lua crescente conteúdo da consciência para o inconsciente. Neste movimento, nossa consciência vai se formando até ao ponto de conseguir unir os dois opostos, a luz e a escuridão, chegando a totalidade da Psique. Então, nosso self passa a incidir toda a luz sobre o Ego e por isso passa a comandá-lo, a movê-lo dando sincronicidade ou ordenando o  movimento psíquico.
A luz, é energia, é o combustível que move, é o que movimenta a natureza, e em nós, em nossa psique, é o amor esta energia.
O amor, a luz, que vem do sol, que vem de nosso self, incide sobre a libido, assim como a Terra, o Ego, cria a escuridão do  outro lado, o amor em nossa libido cria esse movimento de alternância, de dias e noites, das quatro fases, até chegarmos a nossa Totalidade Psíquica. Quando a lua cheia, a consciência total de nós mesmos, nos faz unir em si mesmo,  nosso ego e nosso Self, faz o Ego ser movido pelo self, pois é quando enxergamos nós mesmos, é quando despertamos, vemos a luz dentro de nós, e então conscientes e despertos, de olhos abertos para esta luz, podemos nos mover em sincronicidade no espaço, com consciência total, com nosso inconsciente totalmente integrado a esta consciência.
O Sol, a Lua, e a Terra, são elementos numa mesma órbita, assim como nosso self, a libido e o Ego. O Alinhamento destes elementos é a configuração  perfeita de sincroncidade destes elementos. Alinhados um absorve o conteúdo total do outro de forma ordenada e sincrônica, tendo o self como ordenador deste movimento.
O sistema solar é a imagem da nossa psique, é o átomo, e Deus compreende essa imagem em si mesmo, por isso nosso self é o que temos de mais divino na alma, pois ele, nosso centro regulador, é a imagem e semelhança de Deus.

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