O Amor altruísta na Psique

Nós somos a imagem e semelhança de Deus, porque temos dentro de nós nosso self, nosso Deus interior. Deus é masculino e feminino, é a união dos opostos. Em nós, nossa anima e nosso animus que se unem em nosso self, mas essa união não deve ser de forma excludente, por isso o amor em nosso self é o amor altruísta, pois só ele une nossa anima e nosso animus sem causar a exclusão ou o desequilíbrio entre um e outro. O amor altruísta, o amor divino é que une em nosso self, nossa anima e nosso animus, porque é este o amor do self, isso que torna o self a imagem e semelhança de Deus, e só este amor une de forma igual, tornando os dois lados opostos em movimento sincrônico e  equilibrado.
Quando não compreendemos o conteúdo do pai ou da mãe, suas imagens passam a espelhar em nosso animus e nossa ânima, e com isso o amor que irá estimular nossa libido será um reflexo do amor que recebemos de pai e mãe. Somente o amor altruísta, o amor divino, nos faz compreender o conteúdo de pai e mãe, ou seja, nos faz aceitá-los da forma que são,  é o perdão que o amor altruísta traz em si mesmo.  Ao compreendermos nosso pai e nossa mãe, podemos definir em nós mesmos nosso animus e nossa anima. Se mantemos o amor altruísta, nossa libido leva ao movimento os dois lados em sincronicidade, unindo-os em si mesmo. O amor de Eros,  da libido,  nos impulsiona o desejo sexual, mas se não temos a si mesmos, tenderemos a projetar nossa anima ou nosso animus no outro, ao mesmo tempo que o desejo sexual vai nos fazendo avançar no Tempo, no inconsciente,  atropelando nós mesmos, nos misturando com o outro, pois o amor de Eros mistura e une,  tornando dois em um,  e só o amor altruísta une sem misturar, mas une pela sincronicidade, fazendo o movimento e o equilíbrio da anima e do animus, de si mesmo com o outro.  Quando nossa psique é comandada pelo nosso self  é porque temos em si mesmos o amor altruísta, porque é o amor do self, pois só esse amor permite a união da nossa anima com nosso animus de forma sincrônica sem que um devore ao outro, sem que um exclua o outro, sem que eles se movimentem em desiquilíbrio, o amor de Eros, do desejo sexual, não permite essa união em equilíbrio do nosso self, pois o amor de Eros  une, mas desequilibrando os dois lados, a medida que o movimento do desejo sexual se sobressai na relação de amor, isso não permitindo o movimento igual dos dois lados. Geralmente, isso pode levar a um desequilíbrio sexual, pois despertamos nossa libido a partir da imagem da anima, ou do animus e não dos dois unidos em si mesmo. A homossexualidade acontece quando não absorvemos o conteúdo do pai ou da mãe, reprimindo a imagem do pai ou da mãe, excluindo em si mesmo a imagem da anima ou do animus, e colocamos em si mesmo o amor de Eros como a energia do movimento,  nossa libido estimulada por esse amor se  movimenta de forma desequilibrada, fazendo com que si mesmo se identifique totalmente com a ânima, no caso do homem,  ou com o ânimus no caso da mulher.

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