Alquimia – Os Arquétipos e o Processo de Individuação

Ao nascermos somos uma totalidade em nosso self, no seu estado primordial, o vazio. Este vazio, é nosso si mesmo, por isso nascemos totalmente inconscientes. Durante o nosso desenvolvimento como indivíduos vamos formando a consciência, a partir da percepção da realidade e da materialidade.
A percepção da realidade está relacionada na consciência a energia do Amor, que é a energia que pulsiona a libido em nosso movimento psíquico. A percepção de materialidade está relacionada aos desejos do Ego.
Por isso materialidade é uma satisfação do Ego.
A realidade é uma construção da consciência x inconsciente.  Se esta consciência for desenvolvida com base nos desejos egoístas, mais a percepção da realidade estará ligada à matéria, e menos ao Espírito. Porém, se esta consciência for construída com base no Amor sublimado, no Amor altruísta, mais a noção de realidade estará ligada ao Espírito, dessa forma o self é que estará no comando do movimento psíquico.
Na estruturação da psique, o inconsciente individual é apenas o nosso self em seu estado primordial, o vazio, em seu movimento circular, em si mesmo, ao mesmo Tempo que vamos construindo nossa consciência, por reflexão,  vai se espelhando nessa consciência o conteúdo do inconsciente e vice-versa.
Nessa mistura de conteúdos, em que vai se estrurando a nossa Psique, tem-se então a forma individual e em sua órbita circular as formas pré-existentes e vazias, os arquétipos, que são conteúdos do inconsciente coletivo. Assim se estrutura a psique inconsciente, num estado primordial, ainda sem os conteúdos reprimidos :  o inconsciente individual, com o self em seu conteúdo;  o primeiro círculo orbitário, em volta do centro, o inconsciente coletivo.
Em nosso desenvolvimento, simultaneamente, a consciência vai se formando, através da percepção de realidade,  pulsionada pelo amor, e de materialidade, pulsionada pelos desejos, ambas as pulsões são recebidas na libido, processadas e distribuídas às suas formas correspondentes: O amor sublimado vai para a forma (arquétipo) do self, como também o pensamento que vai se formando no sentido, a partir da percepção de realidade e existência, criando assim, o conteúdo dual do self, a forma individual pensamento e sentimento. Esse conteúdo dual, do centro, sempre será representado por imagens simbólicas como um casal divino; um Rei e uma Rainha;  uma pedra, uma Flor; etc…
Nessa distribuição para formação da Psique, a percepção de materialidade, assim como a matéria espessa, pesada, resultante da experiência individual da relação pessoal com o amor, vai criando na consciência o oposto do self, formando então a sua projeção, seu oposto, o Ego. Assim, se tem a primeira estrutura básica da Psique: Inconsciente com o centro no self; consciência com o centro no Ego.
Durante esse processo de formação da Psique, nossas experiências individuais, a consciência sobre o amor e os conteúdos reprimidos pela consciÊncia vão formando também, na linha entre Self e Ego, o ânimus, para a mulher, a anima, para o homem,  a sombra e a persona na extremidade próxima ao Ego. Na verdade, todas estas formas, são arquétipas. A persona está para o Ego, assim como a Sombra está para o self.
O animus está para a mulher como se esta fosse sua forma para o conteúdo masculino correspondente à sua personalidade. A mesma coisa é a ânima para o homem. E são estas formas arquétipas do inconsciente, que são formas para o amor, por isso são formas do sexo oposto de cada um, que serão seus veículos no caminho de volta até  seu Self.

Em nossa vida, e nossas experiências, nosso Eu,  torna-se uma mistura de todos os conteúdos contidos nestas formas arquétipas, o processo de individuação é o nosso movimento de contração, como a reação ao nosso movimento expansivo de consciência, ou seja, para nosso movimento de ação consciente no Tempo linear, gera uma reação de contração inconsciente no Tempo circulatório, por isso o processo de individuação acontece o tempo todo em nossa Psique, mesmo que involuntariamente.  É então, o processo de separação dos conteúdos em cada uma das suas formas, para depois unir numa forma única, um conteúdo individual único, criando o Eu.  E este “Eu”  ficará contido no arquétipo central do inconsciente, no si mesmo, no self.    É esta individualidade, o Eu, que será conservada em toda sua existência ao longo da sua vida, e mesmo após a morte.

Anúncios

3 pensamentos sobre “Alquimia – Os Arquétipos e o Processo de Individuação

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s