Alquimia: Quiron

Quiron é um símbolo do  processo de individuação. Era um Deus da mitologia grega que tinha sua forma, metade inferior cavalo e a superior humana.
Se analisarmos Quiron, ele é um símbolo da verdade na alquimia. O que está acima é igual ao que está abaixo, abaixo Quiron representa os instintos, por sua metade cavalo, o inconsciente, acima sua metade humana, ou seja, o que está acima é igual ao que está abaixo.

Isso significa que abaixo, os instintos, o movimento, nas quatro patas de cavalo e suas asas, o inconsciente, como nascemos. Acima a psique, igual ao que está abaixo, como um espelho que vai refletindo o que está abaixo, e a medida que nos movimentamos na formação de nossa consciência e nossa individualidade, o que está acima vai também se tornando igual ao que está abaixo.
O movimento de Quiron está totalmente relacionado ao inconsciente, pois está na sua parte inferior. O cavalo representa a libido em seu movimento ordenado pelo self, nas suas asas. O amor ordena a libido, pois é o amor que dar asas, pois as asas são características de Eros.  Quanto mais este amor se torna puro, próximo ao divino, altruísta, mais a libido recebe o pulso para um movimento psíquico ordenado pelo self, sendo assim, com a totalidade tendo o self como centro, o que está acima, a psique se torna uma unidade individualizada, ou seja, abaixo o inconsciente sob o comando do self, acima a totalidade psíquica, a individualização finalizada,  na consciência.
O self como centro ordenador psíquico realiza o movimento em direção a totalidade individual, quando esta totalidade é alcançada, o self e o Ego não mais se diferenciam, tornam-se unidos sob o comando do self, formando uma individualidade, uma personalidade. Este conteúdo individual, formado neste processo,  torna igual o que está abaixo e o que está acima, assim em Quiron sua parte humana, a psique carrega em si a totalidade individual do eu, de cada personalidade.

O amor é uma energia de movimento, pulsiona a libido, move os instintos humanos, e todos os instintos, sem exceção.
Os instintos humanos foram desdobrados em muitos, porém eles são estimulados por um único impulso, o amor.

Pegando alguns desses intintos veremos: desejo sexual, sobrevivência, competição, agressividade e a busca pelo conhecimento. Estes são exemplos citados por alguns como a base dos instintos humanos. A sobrevivência, a competição e a agressividade por exemplo são impulsos do amor por si mesmo, a competição e agressividade por uma autoafirmação ou autopreservação, um impulso do amor para si mesmo, o que deixa implícito uma tendência da psique a uma individuação.
A busca pelo conhecimento é um impulso do amor no sentido espiritual, ou seja, é o nosso impulso também do amor por si mesmo, porém não somente voltado para si, pois alcançar o conhecimento é deixá-lo para a humanidade, dando a ela mais consciência, portanto, a busca do conhecimento é  a nossa ligação com o divino, pois o conhecimento é uma forma de dominação, de poder. Amor e poder, um a sombra do outro, porém ambos semelhantes, pois o Amor divino leva a uma consciência superior, trazendo o poder do conhecimento e da palavra, e as duas grandezas, amor e poder, unidos são a totalidade do espírito, pois ambos não se excluem quando existe entre os dois a justiça. E assim, estas grandezas, amor, poder e justiça, formam o conteúdo do espírito, a forma que carrega a imagem e semelhança de Deus, nosso Deus interior.

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