Complexo de Édipo/ Electra

Há algum tempo não abordo neste blog temas relacionados à Psicologia,  pelo fato de não ser uma profissional dessa área, abstive-me desse tipo de escritos, deixando este blog um pouco abandonado. Porém como amante da sabedoria, não só da psicologia, mas tudo que envolve a vida e seus mistérios,, não posso deixar de escrever sobre minhas próprias experiências. Então, reinicio da mesma forma como quando inaugurei este blog, dizendo que ele continue sem qualquer pretensão de ser dono de qualquer verdade, e que se ele servir a outras pessoas em suas próprias experiências e questões sobre a vida, será para mim algo de muita satisfação e de um valor muito grande poder compartilhar.
Como falei da psicologia, é sobre ela que gostaria de recomeçar. Na verdade, levantar algumas questões em torno do seu foco central, os complexos, e mais especificamente o Complexo de Édipo.
O Complexo de Édipo é o maior, se não o único, na minha opinião, material de análise. E explico. O amor envolve todas as questões humanas. E se formos a fundo em qualquer tipo de patologia psíquica, ele sempre estará lá como a última instância. A psicologia aborda o Complexo de Édipo, até onde é do meu conhecimento, em torno das relações desde a infância, passando por pai, mãe e sequencialmente as relações do indivíduo com o mundo em sua volta, em geral, nas suas relações afetivas. Claro, geralmente quando alguém procura um profissional dessa área é porque provavelmente ou está insatisfeito em suas relações, ou traz em si algumas questões mal resolvidas da infância, gerando algum tipo de insatisfação consigo mesmo, ou em casos extremos, as supostas patologias. Isso não é nenhuma novidade.
O que eu quero acrescentar neste texto, inicialmente, já que este assunto pode ser tão extenso, é que não se pode ignorar o conteúdo central do que seja este complexo: O Desejo pelo pai e o desejo pela mãe.  Não se pode ignorar diante este Complexo, o envolvimento do indivíduo na sua inter-relação com o amor e o poder, como também não se pode ignorar  a existência do Inconsciente coletivo. Se Deus é a imagem mais elevada que carregamos do que seja o Pai. Assim como no inconsciente coletivo, a imagem do que seja o masculino e feminino, repetem-se e refletem, o Céu e a Terra, por exemplo, ou o pensamento e os sentimentos. Então, no tocante ao tratamento de psicopatologias devemos considerar a Fé, como sendo uma energia que também envolve este complexo, já que o amor transcende para outros significados, ou outros arquétipos. Obviamente, num microcosmo, a fé em si mesmo é também algo que envolve a segurança de qualquer indivíduo. E segurança de si está relacionada ao amor.
Compreendo que não se pode iniciar a exploração de um universo individual com um olhar macroscópico, mas também este não pode ser desprezado. E isso é hoje um grande problema na psicologia, pois acabam reduzindo o Complexo do Amor ao campo dos desejos sexuais e o envolvimento das projeções, na figura do pai ou da mãe, e assim extraindo completamente da análise, a influência do Inconsciente coletivo.
O Inconsciente coletivo, assim como o mundo das idéias e seus conteúdos arquétipos são fundamentais para uma compreensão do indivíduo na sua totalidade, não somente uma totalidade psíquica, como na individuação, mas sua totalidade com a compreensão ou integração também espiritual,  para uma solidificação da sua fé, que consequentemente está associada a segurança de si mesmo.
O resgate da inocência não é somente um desejo de voltar aos primórdios da infância, mas um desejo de realização, de felicidade que todos nós carregamos, e  que nos dar a leveza trazendo a espontaneidade da infância.
A espontaneidade não necessariamente está associada a um desejo sexual reprimido, mas quase sempre estará associado ao poder, às vontades, ao desejo de poder, que mais uma vez nos leva a Eros. Por isso mesmo, defendo a certeza de que libido não é um simples trato em relação a sexualidade, mas em relação ao desejo no seu mais profundo significado, da vontade.  É por este motivo que uma religião, na figura de um padre, por exemplo, consegue tratar um indivíduo com problemáticas profundas, como dependência de drogas, desvios de conduta ou comportamento, às vezes, saindo-se muito melhor do que um psicólogo ou um psiquiatra, a fé consegue trazer milagres na vida de um indivíduo, enquanto a psicologia rasteja por alguns resultados. A vontade de Deus, como a vontade do pai. Ou seja, a vontade num aspecto amplo. E isso não se trata de moralidade, se trata de segurança no mundo e a aceitação de cada um diante si mesmo e suas próprias experiências de vida. É a compreensão e a adaptação  de cada um diante o todo que o envolve. E quando falo em adaptação refiro-me à própria alquimia do indivíduo.
Ainda tenho muitos pontos a  falar deste complexo, mas prefiro fazer essas outras abordagens em outros textos.

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