O mal do século: A Depressão numa visão Junguiana

Este mal do século, a depressão, tem a ver com as crenças em cada ser humano, que vão desde a afirmações repetidas sobre quem somos em nossa infância até crenças a respeito do Todo. Qualquer mal é fruto da ignorância, e esta se constrói a partir de nossas feridas, em fixações infantis, formando o arquétipo central da sombra, que envolve nosso Self, ou si mesmo. A ansiedade é gerada pela falta de busca interior, um atraso ou retardo em nosso tempo de crescimento, gerando um descompasso com o Tempo, que é inconsciente. O conhecer a si mesmo, é um processo, um processo de individuação, onde forma nossa personalidade e realiza o ideal do nosso ser. É necessário o enfrentamento com a sombra, a própria sombra que criamos a respeito da nossa verdade interior, e nos deixa cegos ou ignorantes em torno de nosso Ego, agarrados a medos e culpas, e que nos cria uma uma venda de ilusões sobre a realidade daquilo que somos, vendas de rótulos, preconceitos e intolerância, gerados pelo medo do que é desconhecido. A Depressão é falta do saber, a falta do conhecimento de si, e é uma chamada ao processo individual necessário para cada um. A falta de coragem nesse enfrentamento com o que somos em nossa sombra, gera sofrimento, e tem como raiz o medo mais primitivo do ser humano: o medo da morte. Isto se inicia a partir do amor corrompido e repetido em formas nas crenças individuais. Todas as nossas fixações a partir destas crenças infantis, criam formas relacionadas a arquétipos e estes precisam ser confrontados no processo de individuação. Estas formas internas e fixas das nossas crenças desde a infância, estão sempre interligadas, do inconsciente individual, aos arquétipos no inconsciente coletivo, como uma ponte que nos leva a realização pessoal e Transpessoal.

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4 pensamentos sobre “O mal do século: A Depressão numa visão Junguiana

    • Que bom! Fico tão feliz quando alguém me ler e reflete sobre, sempre que quiser apareça, adoro conversar, adoro a trocar idéias, ou como diria PLatão, a dialética, afinal é um exercício de amor que só nos acrescenta. Obrigada por comentar e colorir meu dia. Um abraço!

  1. Minha depressão começou aos 13 anos, eu vivi no inferno por anos e anos, até que com 24 anos eu cheguei ao fundo do inferno, não dava para ir mais fundo que isso, já estava tudo acabado. Entrei em uma depressão muito pior que antes, ali foi o começo da minha individuação, eu só obtive melhoras quando comecei o autoconhecimento, encontrei coisas em meu inconsciente que nem imaginava existir, meus sonhos foram me guiando nesse processo, aprendi a interpretá-los, aprendi muitas coisas na internet inclusive em seu blog. Agora com 27 anos estou muito melhor, e quero viver o que eu não vivi antes na vida, eu perdi muitos anos, ou talvez esses anos faziam parte do destino, e eram necessários apesar de eu não gostar dessa possibilidade, de qual quer forma meu sol em Libra, é um arquétipo todo voltado para a individuação, equilibrar, harmonizar e unir os opostos, essa foi minha missão desde sempre, pena eu não saber disso antes. Meus sonhos vem anunciando essa união, logo estarei completando essa fase e indo para uma vida nova, você foi uma das pessoas que me ajudaram compartilhando as informações aqui na internet, então eu agradeço muito você !

  2. Que bom, Daniel, eu também, assim como você, estou nesse caminho e jornada, que na verdade, não termina nunca, vamos ficando mais fortes, mais sabedores, mais cientes de nós mesmos, e esse caminho vai se tornando mais prazeroso e menos doloroso, em virtude da segurança que vamos adquirindo e da sabedoria, que vai transformando aquele fundo do poço numa fonte de água pura, de amor e sentimentos puros, nos transformamos sempre em mestres de nós mesmos, como os antigos sábios alquimistas. É um processo sem fim, somos sempre aprendizes também, e nisso está toda a magia da vida, da nossa existência, dos mistérios. Nesse poço, que antes era fonte de dor, se torna uma fonte de muito prazer. Muita luz, sabedoria e amor no seu caminho. Obrigada mais uma vez em compartilhar comigo, você nem imagina a satisfação e a alegria de achar caminhantes como eu. Um beijo grande!

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