Um parêntese sobre o tempo

O Tempo é relativo, todos já sabemos da Teoria da relatividade de Einstein. Podemos observar isso numa prática bem simples: Quando estamos ansiosos o tempo parece desacelerar; quando estamos com uma pessoa que amamos, o tempo parece passar rápido, outras parece que pára. Enfim, nossa noção de tempo é relativo, e o tempo que medimos, fatiando em presente, passado, futuro, anos, dias…minutos, etc. É apenas um modo convencional de nos guiarmos numa linha evolutiva. Mas se imaginarmos que estamos sozinhos no planeta terra, numa época bem primitiva do homem, será que compreenderíamos o Tempo da mesma forma? Claro, que não. Para ele o tempo seria o fenômeno do sol sempre surgir, depois sumir, depois voltar a surgir, repetidamente, até tornar um  padrão perceptível, e que se fixará em sua memória. O Tempo é inconsciente, o espaço é a consciência. Quando despertamos, acordamos numa coordenada da relação Tempo x Espaço. Se eu dormir por dias, entrando num estado mais profundo de inconsciência, ao acordar, minha percepção do tempo será a mesma do momento em que dormi, ou seja, não terei percebido a passagem do tempo. A percepção do espaço, ou seja, a minha consciência, se dar primeiro, a partir da consciência do meu corpo, depois deste em relação ao meio físico em minha volta, o que traz à minha memória referências sobre estas percepções físicas, que me situam em um espaço físico, da minha existência no exato instante do tempo. O tempo, por isso,  não passa, pois é como se o tempo permanecesse parado, pois é o espaço que irá criar, ou não, a ideia de passagem do tempo. Na memória é como se eu não houvesse dormido, e aquele período de tempo, de inconsciência, simplesmente não existiu. Ou seja, se o espaço não se altera, minha percepção será de um tempo em inércia. Do contrário, se o Tempo se altera, e meu despertar em um ponto, estimula ou me leva a outro despertar em outro ponto, e assim sucessivamente, ou seja, um despertar abrindo meus olhos para outro despertar mais amplo, abrangendo um espaço maior, maior consciência portanto, unindo coordenadas de Tempo x Espaço.  A partir do ponto inicial em mim mesmo, um ponto de tempo e espaço da minha memória, tenho uma equivalência de consciência(espaço) e inconsciência(tempo), a memória poderia ser a representação do gráfico trigonométrico, onde as coordenadas localizam pontos do tempo e espaço, com uma conteúdos meus de consciência e inconsciência. O Tempo e o Espaço deixam de ser uma percepção concreta da nossa consciência, e esta passa a se perceber dentro da Eternidade, como parte dela, assim tornando irrelevante o registro do Tempo, por isso eternidade, ou seja, o Tempo se torna insignificante.

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