Platão e os Padrões

Platão não teve ideias românticas, ele teve ideias sobre a lógica. Quando ele fala do amor, ele se refere não ao Amor sentimento. Platão se refere ao amor enquanto ideia. Assim compreendo: O Amor é um complexo de ideias, crenças e pensamentos, que produz energia e movimento; é  o arquétipo central no indivíduo,  que sustenta toda a estrutura do seu ser. Quando Platão descreve sua teoria a respeito do Andrógino, e das almas gêmeas, por exemplo, ele não se refere necessariamente a casais apaixonados e homossexuais, Platão denominou modelos arquetípicos que representam padrões na manifestação da dualidade e da Unidade. Todo seu pensamento é lógico, e sobre a razão, e reflete a sua compreensão da totalidade.
O amor é apenas uma ideia, um complexo, formado por um conjunto de crenças e pensamentos, que gera uma energia, com vibração e frequência. Isto é, quando observamos uma mãe com seu filho, por exemplo, sua respiração muda, sua frequência cardíaca, o som e o tom da voz, enfim, todos os sinais que se movimentam nessa mãe, refletem uma energia, irradiando entre a mãe e seu filho, que obedecem a um padrão, um valor, e intensidade de energia. Dessa forma, se abstrairmos da visão romântica do amor, e imaginarmos essa mãe como uma molécula ou um neurônio, vamos perceber o amor como uma energia, talvez uma sinapse, e se observarmos com mais profundeza, veremos que essa energia é quem carrega memória. É o amor que temos  que carrega e processa a  nossa percepção do Tempo. Traumas ficam guardados em nosso inconsciente,  eles são ferimentos no amor que vamos edificando. Não existe o amor romântico, o amor é apenas uma ideia que criamos, e que refletimos, em nossa volta.
O que chamamos de amor, é uma tendência de fusão entre dois corpos celestes. Duas moléculas que se atraem pela força de atração, assim como a gravidade atrai os corpos, somos exatamente a mesma coisa, mas a diferença é que precisamos dar significado a tudo que percebemos, é um mecanismo de defesa da nossa mente, dar significados para compreender o mundo em sua volta, e assim sobreviver.
As energias se atraem outras se repelem, e vão alterando nossa vibração, vamos refletindo entre os espelhos, e a  reflexão dessa nossa energia, se propaga a uma grande distância, a medida que vamos afetando tudo em nossa volta, afetando a realidade, e isso vai provocando efeitos à causa de nossas ações ou movimentos, que se dão pela energia do amor em nós.  O alcance dessa energia influencia na realidade que vivenciamos, cria a sincronicidade entre nós e o universo, e cria nosso destino, etc. É a vibração dessa energia que provoca o que podemos entender como efeito borboleta.
Então, não podemos ignorar o pensamento platônico, porque a essência do seu pensamento é a compreensão do universo, e muito além de uma visão romântica sobre o amor.  Nada a ver com o amor idealizado, como pensam muitos, esta é uma compreensão superficial do pensamento platônico. Na verdade, Platão define o mundo das ideias, das formas perfeitas, ou seja, dos padrões. E compreendendo esse mecanismo dos padrões, dos modelos ou arquétipos, nos leva a uma compreensão ainda maior a respeito da verdade sobre o mundo que vivemos, do micro ao macrocosmo.

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