A fagulha para a Razão

A Razão é a força que se desenvolve a partir do desejo, como se este em reação a química ao amor, produzisse a Razão de forma espontânea. O elemento fogo, se mistura ao elemento água e resulta no elemento Ar, assim, como uma alquimia. Entendo o desejo como um nível primário, mais baixo, ou mais primitivo da nossa energia, que pode ser chamada de libido. Portanto, a racionalidade surge a partir do momento que o pensamento do amor insufla, no então, ser humano, o despertar para o significado, dando início ao processo criador da Razão. O desejo deixa de ser uma força aleatória e instintiva, e passa a ganhar outra vibração, outro nível de frequência, o da Razão, em virtude do instante de amor, que desperta o desejo de dar significação ou significância às coisas. Esse processo poderia ter tido início, por exemplo, no primeiro olhar de um primata ao seu filhote, e vendo-se nele, sentiu então o amor pela primeira vez. Como na mitologia grega, no mito de Narciso, ou seja, pelo poder do espelho, e de ver o próprio reflexo. Dessa forma despertou-se o “olhar”, uma nova forma, dando outro sentido a energia, ou alterando a energia, que antes era puramente instintiva, e aquele olhar de identificação, de compreensão, e projeção, cria um novo padrão na mente, o padrão primordial do amor, que passa então a influenciar no sentido da energia da libido na mente, que antes  era vontade,  e passa então a se formalizar na razão.  Pelo desejo de proteger o seu filhote, onde ele ver a si mesmo, e por ver a si mesmo, entra em ação o instinto de sobrevivência em favor do outro, por ver no outro a si próprio. E esse novo olhar, com busca de significância, passa então a ser usado para observar todas as imagens, e o que  via em sua volta, dando significados, e daí iniciou-se a evolução do pensamento de fato. Nós não somos a evolução do macaco fisicamente, por isso  não vemos macacos evoluindo para humanos. Mas na verdade, a energia no “invisível”, do inconsciente, do tempo, na memória, ou no reino das imagens mentais, ou dos padrões do inconsciente coletivo, etc…   se refletem e criam a realidade, por reflexão e/ou projeção da energia, gerando a matéria, a forma e o seu conteúdo, que experimentamos e apreciamos em toda a natureza. Todo o universo e as relações, e semelhanças,  que vamos percebendo,  associando, inclusive padrões primordiais,  pre-existentes a  nossa mente, nos quais fazemos referências sempre para compreender o mundo em volta. Neste campo da energia, onde atuam os padrões, e que podemos chamar de “formas perfeitas” do mundo das ideias, como pensou Platão, ou podemos chamar de Arquétipos como batizou Carl Jung, se referindo às formas simbólicas do inconsciente coletivo, as imagens são como hologramas, de energia , carregados  positivamente ou negativamente. E por isso a percepção, mesmo que inconsciente desses padrões, nos causam sensações boas ou ruins, assim como estes padrões podem nos sugerir escolhas, caminhos a seguir, com base no que já sabemos, em virtude desses arquétipos que existem desde sempre, e isso é o que chamamos de intuição, uma percepção de algo que já se sabe, mas na verdade, é o reconhecimento inconsciente destes padrões.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s