Imago Dei

A Imagem que melhor representaria Deus:

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A PEDRA caindo na água. A Pedra Filosofal dos alquimistas.
Ou simplesmente, a Verdade.

Neste blog já escrevi outros textos, nesta visão de Deus, como sendo a unidade fundamental. Como uma unidade absoluta em si mesma, primordial, e que organiza o universo de todas as coisas. Ou como a forma projetando  seu conteúdo.
A partícula e a onda.

Analogia da Pedra:  https://teoriadetudo.wordpress.com/2008/11/04/analogia-da-pedra-expansao-do-universo/

A imagem de Einstein:

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Como a pedra caindo na água, formando a corda, ou o filete de DNA, o “túnel do tempo”. Surgindo novamente, o Yin-Yang, a pedra na ponta, em movimento em torno de si mesma, caindo na malha do inconsciente, o Tempo.
E o espaço, a célula de tempo percebida, o instante do despertar, um pensamento, a consciência.

A mesma imagem, ou padrão,   em outra projeção:

Spinal Cord Brain Anatomy - 3d illustration

 

 

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Sinapse: Tempo x Espaço

A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.”  – Albert Einstein

 

O Tempo é o inconsciente. E esta sua natureza o faz ser basicamente energia. O Tempo é multiverso e corre em paralelo, assim:

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O Presente, o passado e o futuro, acontecem paralelamente. E a cada novo loop, esta célula de tempo, sendo repetida, é incrementada, ou modificada, criando diferenças  que vão se consolidar padrões, conforme suas repetições ou não.  Padrões que se alinham criam fenômenos como insigths, Deja Vu, sincronicidade, até sensações, e estímulos à intuição.

Uma imagem do Tempo e possíveis representações:

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A linha reta que definimos o Tempo, como representação do presente, passado e futuro é uma padronização, que não reflete a realidade de sua verdadeira natureza. Há muito se demorou para perceber que a Terra não é quadrada, e muito se demora para perceber que o tempo não corre numa reta. O passado, presente e futuro, correm ou acontecem em paralelo, e simultaneamente, e vão se incrementando e modificando entre si. Enquanto vivemos o presente, voltamos ao passado mentalmente, prevemos o futuro mentalmente, e o presente é o que projetamos, assim é o Tempo. Na verdade, somos condicionados a um padrão de visão ultrapassado.

Um método é um mecanismo ordenador, criador,  gerador, que possui um sistema ternário, e cria padrões sobre o Tempo. O Complexo de édipo é um método, por exemplo. Abaixo uma representação gráfica:

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Um exemplo de um método criando a realidade.

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Deus é Amor?

É complicado qualquer pessoa falar do amor que não seja romantizando-o. É quase um ato heroico levantar a voz para dizer que o amor “não existe”, ou que Deus e o Amor têm a mesma natureza existencial.  A verdade é que movimentos repetitivos no Tempo e refletidos no espaço, criaram os padrões. Estes padrões e suas variações, podem ser qualquer coisa no universo: Uma galáxia, um comportamento, ou uma ideia, uma personalidade, uma célula, qualquer objeto, qualquer ser vivo. Como esses padrões se organizam, interagem e se relacionam geram mais formas, e outras formas, que repetidas formarão novos padrões sobre o tempo. Estes padrões podem ser observados na natureza, por exemplo, as quatro estações do ano,  que são classificações sobre os efeitos repetidos na natureza, numa forma cíclica, onde associa-se semelhanças, criando o padrão assimilado pela razão.  Os Quatro pontos cardeais também correspondem ao mesmo padrão. Alguns padrões existem desde que o mundo é mundo. E até hoje são os padrões que influenciam a humanidade, e influenciam de maneira significativa, na criação, no movimento cósmico, nas nossas decisões, determinando os rumos que seguimos em nosso desenvolvimento. Deus e o Amor são padrões que surgem numa tendência organizacional do Universo. O Átomo, a Célula, o Sistema Solar, a mente, tudo que existe, se organiza sob a regência destes modelos ou padrões ou Arquétipos ou ideias. Todos sinônimos para a forma, ou IMAGEM. Deus e o Amor são referências para o mesmo padrão. Chame esse padrão de arquétipo, ou de Ideia, em essência, estas denominações remetem a um mesmo conceito de Imagem. Imagem é o requisito embrionário, onde nasce a Racionalidade, ou seja, a Imaginação é a mãe da Racionalidade.
E isso é a verdadeira definição do amor, embora as pessoas queiram chamar de amor quase tudo que sentem, quase tudo de emoção, quase tudo que envolve desejo e compaixão.

Um Parêntese sobre a Teoria de tudo

Não existe segredo para desvendar a Teoria de tudo: Sempre o amor terá todas as respostas.  Somente o amor nos dar a noção de tempo. Se observarmos o amor como um conteúdo de energia, que registra memória, e sendo a memória uma unidade de tempo, por esta medida, poderíamos utilizar todas as leis da física ou da química. Não existe segredo que não se revele através do amor. Da via láctea ao nosso pensamento, tudo se explica com o Amor. Mas não confundam aqui amor com desejo, mas se confundirem, desejo também é energia. E tudo isso é Libido.
A ciência é absolutamente retardatária quando vem explicar como as coisas são, porém muito mais eficiente quando é para quantificar, medir ou calcular a natureza das coisas. A mitologia e a filosofia já revelam há muito tempo o que a ciência tenta provar. Tudo já está dito, tudo já se é sabido, não é da ciência o mérito da descoberta, nem de ninguém.
Num processo de conhecer a si mesmo, por exemplo, mergulhamos no conhecimento, e a medida que levamos luz sobre certos lugares ou partes de nós mesmo, identificamos também as nossas semelhanças com tudo que interagimos e o que está em nossa volta. São como nossos espelhos. E em cada reflexão mais profunda, a luz vai tocando nestes espelhos, e eles entre si, de forma que a luz se expande em outras direções, e revela cada vez mais sobre tudo. É assim que as coisas são e como são, o amor sempre sabe de tudo. Essa é a verdadeira sabedoria, o conhecimento experimentado e vivenciado. A Teoria das cordas, por exemplo, é perfeitamente observável numa cadeia de DNA. Um par de nucleotídeos, a dualidade na natureza, e tantas outras teorias que surgem e podem ser perfeitamente observáveis nas suas infinitas possibilidades de expressão.

A Libido e seus simbolismos

O simbolismo da maçã é a libido, a energia que guarda a Sabedoria, porque transmuta entre sentimento e pensamento, criando imaginação, e daí a racionalidade. Tanto na história bíblica de Adão e Eva, quanto nos contos de Fada, onde a maçã aparece, como na história da Branca de Neve. Já no conto da Cinderela ela aparece na imagem simbólica da Abóbora, que é transformada na carruagem.
Na História bíblica Eva morde a maçã e em seguida Adão, por isso ambos são expulsos do paraíso.  A maçã é tida como o fruto que representa o pecado, por isso Deus proíbe ambos de comerem deste fruto. Eva representa o feminino, o sentimento, e Adão o masculino, o pensamento.  Ao morder a maçã,  Eva e depois Adão, significa que todo o desejo é despertado, não é o desejo sexual, mas o Desejo na sua essência, de movimentar, impulsionar, desejo este que só é saciado na Sabedoria. Esse desejo desperta o significado, o olhar para si, de forma a criar um impulso novo pela racionalidade, o pensamento e a sabedoria. Portanto, a maçã carrega o significado do desejo, mas o desejo na sua essência primordial, do mover-se.  Deus expulsa ambos do paraíso, pois significa que ambos possuindo a divindade em si mesmos não poderiam co-existir juntamente a Deus, alcançar a capacidade de imaginar, racionalizar, pensar, eleva o Homem, que de posse da Sabedoria, alcança o poder de divindade.  Deus é masculino e feminino, Adão e Eva são projeções do conteúdo de Deus.
A história poderia ser explicada da seguinte forma, antes era Deus, Adão e Eva “unidos” no paraíso, que ao morderem o fruto proibido, Deus separa ambos para torná-los mais fracos, como é dito no mito do Andrógino escrito por Platão.   No conto da Branca de Neve, ela adormece, em sono profundo, depois de morder a maçã, ou seja, ela fica totalmente inconsciente, sendo despertada pelo amor, mas o amor inconsciente, já que ela se encontra em sono profundo, ou inconsciente.   Já no conto da Cinderela, a abóbora tem o mesmo simbolismo da libido, porém expressando um outro significado, ou outra função da libido. A libido recebe a energia do amor para o movimento, por isso a carruagem, assim como a abóbora,  representa o movimento para uma nova consciência, o novo amor verdadeiro, que levará branca de neve para outra realidade.

Quando encontramos alguém que nos desperta o interesse, um sentimento de amor, antes de mais nada devemos entender o que este amor está querendo nos mostrar, o que esse movimento em direção a este alguém está querendo nos revelar sobre nós mesmos. Só se pode achar o amor verdadeiro depois de estarmos completos em si mesmos.
Tanto Adão, como Eva, já possuíam o amor inconsciente, mesmo que oculto,  pois então não seriam eles criações de Deus, ou seja, já que todo são gerados do Um. Então, ao morder a maçã, eles não só despertam o desejo sexual em si mesmos, como algumas interpretações distorcidas,  mas o desejo no conhecimento, no pensamento representado pelo masculino Adão, por isso o amor é energia de movimento no saber sobre nós mesmos, porque traz a compreensão do divino e todos os mistérios que nos envolvem.

 Morder a maçã, seria como o impulso da curiosidade, como Psique no seu mito, que abre a caixa, e que lhe fez entrar em sono profundo. como também no mito de Pandora, que abre a caixa e espalha os males pelo mundo.  A caixa, a maçã, e a abóbora são imagens metafóricas para definir a libido em suas funções psíquicas, e criam o mistério que desperta a curiosidade, o pulso do desejo pelo conhecimento, de si e do mundo, que culmina na sabedoria.

Urânia: O universo e a Psique

O universo está em nós, assim como nós somos parte dele. A imagem do átomo, de uma célula, da Psique e o sistema solar, retratam uma organização universal dos opostos, são imagens da sincronicidade da dualidade, o movimento dos opostos, unindo-se em torno do núcleo, em um sistema organizado, que funciona de forma sincrônica.

Vamos imaginar uma corda, esta corda no espaço, em cada extremidade dela estão dois opostos, a luz e a escuridão. Estas duas pontas quando se unem formam um círculo. Agora vamos imaginar o sistema solar, a luz, uma das extremidades é o sol, na outra ponta a escuridão, Deus, o vazio. Estas duas pontas se unem, refletindo cada uma na lua, de um lado a face da lua iluminada pelo sol, de outro a face escura da lua,  e a Terra que recebe a luz do sol e projeta sua sombra na lua, a sombra que reflete a escuridão,  dando o movimento das suas fases: cheia, minguante, crescente e Nova.
A nossa psique é exatamente a mesma configuração.  A imagem da psique é a mesma do sistema solar, o sol ao centro, nosso self, a lua, simbolicamente a energia da libido, e a Terra o peso, o Ego. Na mitologia grega Afrodite, é tida como Deusa do amor, representada pela lua  e o mar, pois é ela que comanda as marés, exatamente por ser a lua a imagem que representa a libido, e ser a lua que influencia nas marés, o feminino.
O Sol é o centro da nossa psique, em sua órbita mais próxima circunda o inconsciente coletivo, nas órbitas da extremidade o inconsciente individual, por isso mais próximos da lua e da Terra.
A nossa libido recebe a luz do sol, do self, que é a ponta da corda que está ligada ao seu oposto, a escuridão. Ou seja, nós estamos inseridos no universo de forma que nosso self e nosso ego, são as duas extremidades dessa corda, tendo a lua como o satélite, ou seja a libido como um receptor da energia para o movimento, para a alternância de suas fases e tendo nela a projeção dos opostos. Estas duas extremidades, a luz (o self) e a escuridão (ego) se unem nos dando a imagem de Deus. Não se consegue unir estas duas extremidades sem compreendermos em nós mesmos Deus.  Quando compreendemos Deus em nós mesmos a sincronicidade acontece na união dos opostos , e chegamos ao nosso self.
Esta corda é infinita, pois uma ponta se lança ao espaço, ao cosmos e a outra para dentro de nós mesmos, que somos um universo infinito de possibilidades através do pensamentoo e das idéias.
A luz e a escuridão, o yin e o yang, a união dos opostos, o círculo mandálico, são expressões da totalidade. São imagens do self, e de Deus em nós mesmos.
Por isso, somos sua imagem e semelhança.
A lua, ou a nossa libido, recebe do nosso self a luz, que forma nossa consciência, o espaço, o self que representa o Tempo,  o inconsciente. As fases da lua são o movimento de formação dessa consciência. A lua cheia conteúdo total na consciência, a lua minguante, conteúdo do inconsciente para a consciência, a lua Nova, no inconsciente, e a Lua crescente conteúdo da consciência para o inconsciente. Neste movimento, nossa consciência vai se formando até ao ponto de conseguir unir os dois opostos, a luz e a escuridão, chegando a totalidade da Psique. Então, nosso self passa a incidir toda a luz sobre o Ego e por isso passa a comandá-lo, a movê-lo dando sincronicidade ou ordenando o  movimento psíquico.
A luz, é energia, é o combustível que move, é o que movimenta a natureza, e em nós, em nossa psique, é o amor esta energia.
O amor, a luz, que vem do sol, que vem de nosso self, incide sobre a libido, assim como a Terra, o Ego, cria a escuridão do  outro lado, o amor em nossa libido cria esse movimento de alternância, de dias e noites, das quatro fases, até chegarmos a nossa Totalidade Psíquica. Quando a lua cheia, a consciência total de nós mesmos, nos faz unir em si mesmo,  nosso ego e nosso Self, faz o Ego ser movido pelo self, pois é quando enxergamos nós mesmos, é quando despertamos, vemos a luz dentro de nós, e então conscientes e despertos, de olhos abertos para esta luz, podemos nos mover em sincronicidade no espaço, com consciência total, com nosso inconsciente totalmente integrado a esta consciência.
O Sol, a Lua, e a Terra, são elementos numa mesma órbita, assim como nosso self, a libido e o Ego. O Alinhamento destes elementos é a configuração  perfeita de sincroncidade destes elementos. Alinhados um absorve o conteúdo total do outro de forma ordenada e sincrônica, tendo o self como ordenador deste movimento.
O sistema solar é a imagem da nossa psique, é o átomo, e Deus compreende essa imagem em si mesmo, por isso nosso self é o que temos de mais divino na alma, pois ele, nosso centro regulador, é a imagem e semelhança de Deus.