Imago Dei

A Imagem que melhor representaria Deus:

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A PEDRA caindo na água. A Pedra Filosofal dos alquimistas.
Ou simplesmente, a Verdade.

Neste blog já escrevi outros textos, nesta visão de Deus, como sendo a unidade fundamental. Como uma unidade absoluta em si mesma, primordial, e que organiza o universo de todas as coisas. Ou como a forma projetando  seu conteúdo.
A partícula e a onda.

Analogia da Pedra:  https://teoriadetudo.wordpress.com/2008/11/04/analogia-da-pedra-expansao-do-universo/

A imagem de Einstein:

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Como a pedra caindo na água, formando a corda, ou o filete de DNA, o “túnel do tempo”. Surgindo novamente, o Yin-Yang, a pedra na ponta, em movimento em torno de si mesma, caindo na malha do inconsciente, o Tempo.
E o espaço, a célula de tempo percebida, o instante do despertar, um pensamento, a consciência.

A mesma imagem, ou padrão,   em outra projeção:

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Deus é Amor?

É complicado qualquer pessoa falar do amor que não seja romantizando-o. É quase um ato heroico levantar a voz para dizer que o amor “não existe”, ou que Deus e o Amor têm a mesma natureza existencial.  A verdade é que movimentos repetitivos no Tempo e refletidos no espaço, criaram os padrões. Estes padrões e suas variações, podem ser qualquer coisa no universo: Uma galáxia, um comportamento, ou uma ideia, uma personalidade, uma célula, qualquer objeto, qualquer ser vivo. Como esses padrões se organizam, interagem e se relacionam geram mais formas, e outras formas, que repetidas formarão novos padrões sobre o tempo. Estes padrões podem ser observados na natureza, por exemplo, as quatro estações do ano,  que são classificações sobre os efeitos repetidos na natureza, numa forma cíclica, onde associa-se semelhanças, criando o padrão assimilado pela razão.  Os Quatro pontos cardeais também correspondem ao mesmo padrão. Alguns padrões existem desde que o mundo é mundo. E até hoje são os padrões que influenciam a humanidade, e influenciam de maneira significativa, na criação, no movimento cósmico, nas nossas decisões, determinando os rumos que seguimos em nosso desenvolvimento. Deus e o Amor são padrões que surgem numa tendência organizacional do Universo. O Átomo, a Célula, o Sistema Solar, a mente, tudo que existe, se organiza sob a regência destes modelos ou padrões ou Arquétipos ou ideias. Todos sinônimos para a forma, ou IMAGEM. Deus e o Amor são referências para o mesmo padrão. Chame esse padrão de arquétipo, ou de Ideia, em essência, estas denominações remetem a um mesmo conceito de Imagem. Imagem é o requisito embrionário, onde nasce a Racionalidade, ou seja, a Imaginação é a mãe da Racionalidade.
E isso é a verdadeira definição do amor, embora as pessoas queiram chamar de amor quase tudo que sentem, quase tudo de emoção, quase tudo que envolve desejo e compaixão.

Deus com ciência

A ciência não sabe, mas todos seus esforços vão no sentido de provar o que muita gente já sabe: Deus existe. A grande questão é, de que forma? No Oriente, tem-se a ideia do Tao, que entende-se como Deus, que por definição, já se diz “o que não se define”. E essa negação é o que move algumas pessoas, que se sentem desafiadas a defini-lo, movidas pela curiosidade e o desejo de saber, então levam a uma investigação científica, para novas descobertas que comprovem ou não a existência de Deus. Mas esta questão, até hoje, ninguém resolveu: Qual a definição de Deus? A descoberta recente da “partícula de Deus”,  Teoria na qual se afirma a existência de uma “partícula essencial” na composição do universo, que foi batizada com o nome de Bóson de Higgs, e apelidada com o nome de “partícula de Deus”, mostra a ciência numa tendência que mistura questões existenciais, que dizem respeito à verdade que nos envolve, tipo: Quem somos? Deus existe? E este movimento da ciência, que vem desde o advento da mecânica quântica, vem unindo espiritualidade e ciência, refletindo o que já é percebível intuitivamente, há muito tempo,  mas que sempre esteve envolto de grandes mistérios ou misticismo. O que descobriremos afinal?
Certo é que Deus, e tudo que envolve sua compreensão, está muito mais cercado de crenças religiosas e misticismo, do que da ciência propriamente dita, porque até ontem a ciência negava a possibilidade da existência de Deus. Mas, ao que parece, isso já vem mudando. A forma como o definimos diz muito sobre nossa estrutura de crenças, e estas implicam, inexoravelmente, em todos nossos movimentos, nossas ações, e a forma como lidamos, nas relações com outros e o mundo.  Deus é o arquétipo central,  do amor, e isso é o grande impulso da nossa humanidade, da nossa consciência, e finalmente, da nossa realidade.

Teoria de Tudo: Cognição: Ciência, Religião e Alma

                                                                                 I

Tudo é uno. Tudo vem do Uno. O universo como conhecemos, começa a partir do Big-bang, a explosão, que representa a separação do universo em forma e conteúdo. O Uno (circulo) em forma e conteúdo. Portanto o universo é uma projeção do conteúdo de Deus, que é uno. A “partícula de Deus”. Esta partícula invisível e inominável, que pode se chamar de TAO na filosofia budista, é uma concentração do vácuo de luz e som. Esta concentração do vácuo na forma de partícula se desmembra nesta forma( a circunferência) e a projeção do seu conteúdo. Esta separação em dois pólos expande pelo espaço e tempo na forma de energia, no espaço delimitado pela ligação entre a força de atração (gravidade), que provêm da relação de causa e efeito do UM, formando os dois pólos, onde o sol, que representa o fogo, reage com a massa negra do caos (matéria escura). A partir desta relação “Caótica”, de causa e efeito se resulta na expansão do espaço. O sol representando o fogo, que pode ser subtendido como o toque do dedo de Deus, reage com esta matéria escura, que concentra os outros elementos terra, água e ar, e associativa aos elementos químicos. O Sol é uma estrela principalmente constituída por hidrogênio e hélio, os gases mais leves do universo. Mas além desses gases o Sol também é composto por lítio, berílio, oxigênio, silício, ferro, nitrogênio, enxofre, carbono, magnésio, neônio, dentre outros. A expansão do espaço se dá através  dessa caótica “sopa” de elementos, que passa a polarizar e concentrar formações de Terra (os planetas). Assim se forma a Via Láctea. Deus É ETERNO!
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                                                                                    II

O Movimento circular que observamos na órbita dos planetas em torno do sol se deve ao movimento do Tempo, que circula em torno do buraco negro consequente do vácuo inicial. Este movimento é projetado infinitamente neste “processo” de expansão, em virtude desta relação infinita dos elementos, das “formas” e o conteúdo de matéria escura sob efeito da ação da aceleração da gravidade, ou a força de atração exercida entre estes elementos polarizados. De um lado temos o inicio, o UNO, o começo primordial, de outro lado sua projeção ou a criação que provém desse UM. DEUS É ETERNO, porque Deus reconstrói a si mesmo infinitamente, através do movimento acelerado do Tempo sobre o espaço. Isso segundo as leis de Newton, e o movimento inercial da matéria.

                                                                               III

O amor explica tudo no universo, o amor cósmico, a energia de atração, que é gerado a partir do UNO, ou da expansão, no movimento  da matéria escura no espaço, pode ser compreendido como a força de atração dos corpos celestes, que podemos chamar de amor cósmico, e confirmamos na cosmogonia grega, narrada na mitologia. É partir desta força que se formam os planetas e as estrelas e os orbes, pela concentração de acelaração Tempo x Espaço.
O Tempo é a matéria escura, que pode ser compreendida na psicologia como o Inconsciente. O espaço a resultante da luz em expansão, do espaço, a consciência. A luz que atravessa o vácuo, criando a forma de um prisma, por onde passa a luz branca do sol. O calor humano, o amor, é uma projeção do divino que existe em toda parte e em nós mesmos. Deus o UNO primordial projeta seu conteúdo de forma que ele é compreendido em vários níveis de consciência, ou vários níveis do espaço, por isso, o universo é na verdade, multiverso, com tempos que ocorrem em paralelo, no cruzamento da velocidade da luz, com a velocidade do som.

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                                                                                 IV

A via láctea se forma a partir deste processo de caos dos elementos na vibração do som e projeção da luz.
E a concentração dos elementos provenientes dos elementos químicos ou dos quatro elementos na alquimia, criam concentrações  que conhecemos como os planetas e que se mantêm organizados e alinhados pela força de atração da gravidade, que no universo humano chamamos de amor, uma forma e conteúdo criando a energia que atrai os corpos. A luz branca do sol, que é uma concentração dos elementos químicos que representam o elemento Fogo, na alquimia, atravessa o prisma no vácuo inicial, um buraco negro, e projeta seu feixe luminoso, sintetizado no elemento mercúrio na alquimia.
O triângulo ou o prisma é um símbolo que representa um método para a verdade, o máximo da energia, de luz e som, a clareza consciente, luz e som se cruzam em potência e surge o terceiro elemento,  que afirmam, e geram portanto, uma nova expansão da luz através da matéria escura, na forma ternária, a partir do Tempo e Espaço.

A Luz branca do sol, representa também a compaixão, a quintessência. E esse feixe de luz podemos entender como o caminho do meio. O OM é o som ou a velocidade do som projetada no universo. O amor cósmico portanto é sintetizado a partir desse processo na quintessência, equivalente à compaixão ou o vazio primordial.

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                                                                            V

Na genética o DNA é o mesmo que guarda a Teoria das Cordas, duas potências paralelas que se correm em paralelo e espiralada, ou seja, luz e som, ou luz e escuridão, ou inconsciente e consciência, onde o inconsciente é representado pelo som e a consciência a luz, e interligados por pares que se casam ou se ligam como uma coniunctio. É dessa forma que nossa consciência através das luz das ideias ou nossa consciência se expande. E da mesma forma, por repetição, as moléculas de DNA incorporam novas informações no tempo, criando mutações na molécula do nosso DNA. Se observarmos esta imagem a ponta da corda é a mesma que tem o TAO, o yin-yang.

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                                                                             VI

A Terra concentra os quatro elementos da alquimia e gera destes a quintessência, de onde se cria todas as formas da Natureza, a água, o ar, o fogo, e Terra, a luz que provedora é o sol. A lua é uma forma concentrada de água, fria, e representa a psique, quatro fases, ou o número 4, ou um satélite espelho da natureza da água que gera todos os seres. Do útero da mãe Terra, das águas, nascem todos os seres vivos. Dos elementos Ar, Fogo e matéria escura é gerado a natureza e as condições para a evolução das espécies. A Luz branca, ou o feixe luminoso por onde segue a luz do sol sincrônica ao som forma todas as coisas. Portanto a Velocidade do som versus velocidade da luz projeta a nossa existência. Na água os elementos repetem a “sopa” do caos inicial, diante o Olho de Deus, ou o Olho de Horus, que representa a cognição primordial, pelo poder da luz e do som. Deste se inicia o crescimento de todos os seres vivos, com intervalos do silêncio, o mesmo silêncio que necessitamos na meditação e na concentração através do som. O movimento de expansão e contração do universo, o mesmo que temos na respiração, é o movimento de relação entre opostos. Ou seja, desde a origem do universo, o movimento se alterna entre luz e escuridão, entre som e silêncio, criando e recriando a imagem de Deus, do mesmo caos inicial. Quando os pólos cruzaram-se deu origem a primeira formação cognitiva das espécies. Os dinossauros carregavam a nossa primeira formação cognitiva, e Deus age através desta recriando a si mesmo, quando os torna extintos e dá origem a uma nova ordem de evolução, chegando a nossa forma mais primata, o macaco, que evolui através do Olho de Horus (imagem simbólica da cognição), chegando até a espécie Homo Sapiens.

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Ref. : O Inconsciente coletivo é formado por imagens arquétipicas, onde os símbolos representam as formas perfeitas idealizadas por Platão. O Olho de Horus é uma imagem simbólica que representa a imagem do cognitivo “divino”.

Um Parêntese sobre a Teoria de tudo

Não existe segredo para desvendar a Teoria de tudo: Sempre o amor terá todas as respostas.  Somente o amor nos dar a noção de tempo. Se observarmos o amor como um conteúdo de energia, que registra memória, e sendo a memória uma unidade de tempo, por esta medida, poderíamos utilizar todas as leis da física ou da química. Não existe segredo que não se revele através do amor. Da via láctea ao nosso pensamento, tudo se explica com o Amor. Mas não confundam aqui amor com desejo, mas se confundirem, desejo também é energia. E tudo isso é Libido.
A ciência é absolutamente retardatária quando vem explicar como as coisas são, porém muito mais eficiente quando é para quantificar, medir ou calcular a natureza das coisas. A mitologia e a filosofia já revelam há muito tempo o que a ciência tenta provar. Tudo já está dito, tudo já se é sabido, não é da ciência o mérito da descoberta, nem de ninguém.
Num processo de conhecer a si mesmo, por exemplo, mergulhamos no conhecimento, e a medida que levamos luz sobre certos lugares ou partes de nós mesmo, identificamos também as nossas semelhanças com tudo que interagimos e o que está em nossa volta. São como nossos espelhos. E em cada reflexão mais profunda, a luz vai tocando nestes espelhos, e eles entre si, de forma que a luz se expande em outras direções, e revela cada vez mais sobre tudo. É assim que as coisas são e como são, o amor sempre sabe de tudo. Essa é a verdadeira sabedoria, o conhecimento experimentado e vivenciado. A Teoria das cordas, por exemplo, é perfeitamente observável numa cadeia de DNA. Um par de nucleotídeos, a dualidade na natureza, e tantas outras teorias que surgem e podem ser perfeitamente observáveis nas suas infinitas possibilidades de expressão.

Alquimia – O Princípio

No princípio de toda criação está o conteúdo, sendo este conteúdo o vazio. O vazio como no início do universo, o “caos”. Na verdade, este vazio primordial reflete Deus, pois se na cosmogonia no princípio era Deus, sem forma, o vazio absoluto, assim é em nossa alma quando nascemos.  Nascemos totalmente inconscientes, nossa alma é este vazio,  nesse estado primordial.
Na primeira lei da Tábua de Esmeralda, que fundamenta a Alquimia, diz: “O que está acima, é igual o que está abaixo, e o que está abaixo é o mesmo que está cima”. Ou seja, a alma reflete Deus no seu estado primordial, forma e conteúdo.
Do vazio, surge a luz, na psique, a consciência,  que passamos a expandir ou desenvolver condicionada ao amor que vamos adquirindo ao longo da vida, dos pais, e das pessoas que nos relacionamos. Esta consciência não é fixada ao ego, ou seja, não é o ego que dará à consciência o sentido de realidade,  a realidade também é formulada pelo inconsciente., porém é o ego que nos dá percepção da materialidade. O amor que é a luz que move o espírito, a alma,  porém a qualidade ou a consciência que vamos recebendo e adquirindo, influenciará diretamente com a nossa identificação e percepção de realidade, pois é nesta consciência onde nosso ego estará projetado e é através do ego que percebemos o meio. Ou seja, dependendo da consciência construída em nosso movimento, desde o nascimento, ou mesmo antes, é que nosso impulso receberá o sentido dado pelo amor, ou seja,  nosso sentido será uma percepção orientada pelo nosso Self, se nosso Ego estiver livre de qualquer conteúdo rígido, pesado, conteúdos esses que vamos depositando nos nosso repositórios emocionais, com as nossas experiências individuais ao longo da vida, nas relações de amor, na forma como vamos absorvendo o sofrimento, as nossas dores, frustrações, etc…
O ego surge como um reflexo do ponto do vazio, do inconsciente, um reflexo do self, porém na forma condensada, pois carrega em si o material, a substância espessa das nossas experiências.
A medida que vamos adquirindo a consciência,  recebendo a luz do amor, nos dando sentido e movimento para nossas experiências, passamos a desenvolver esta consciência. O que é sublimado pelo amor, retorna ao vazio, esta é outra lei da Tábua de Esmeralda, a Lei da adaptação.
Assim, nossa psique começa a ganhar sua forma estrutural, inconsciente-self, consciência-ego. Onde estas estruturas assemelham a células, cada uma com seu núcleo e uma sobreposta a outra, projetada. A consciência abaixo, tendo o núcleo o ego. O inconsciente acima, tendo núcleo o self. É nisto que consiste o mais importante princípio alquímico, o céu acima, reflete no inconsciente, que reflete na consciência, assim  o que está abaixo sempre refletindo o que está acima.
O processo de individuação acontece o tempo todo em nossa psique, nesse processo de mistura e separação de substâncias. Ele é de fudamental importância, pois ele é quem coloca o self como ordenador de todo nosso movimento psíquico,  dando a nossa percepção um sentido individual e também nos dando a espiritualidade,  nos colocando dentro da nossa realidade individual como um ser espiritual, e não só isso, mas também, sob o comando de nosso self, nossa alma processa, absorve e sublima de maneira espontânea, tudo que é espesso e pesado em nossa experiência.
Naquele vazio primordial do self, existe num estado latente, nesse conteúdo vazio, duas tendências opostas, duas grandezas opostas, pois a dualidade está no self, assim como Deus é a união de opostos, isso porque a unidade, o Uno, é a união de opostos, que se anulam e por isso o vazio siginifica a nulidade,  e  se usa muitas vezes  o termo “o nada”, para se referir a este vazio primordial: “No princípio era o nada…” Mas essa nulidade, para uma psique totalizada, leva o conteúdo de cada um até seu self, ou seja, quando se chega ao self, o homem que é  guiado pela sua ânima, que representa o amor, por isso ânima, porque é um arquétipo do sexo oposto, assim como o animus para a mulher, no self, se tem o arquétipo do amor, então ao final da individuação temos a  si mesmo e um arquétipo do amor. Para o homem se tem a sua individualidade masculina e o arquétipo do amor, na forma da sua ânima. Para a mulher, a mesma coisa, com seu ânimus.  Esse arquétipo do amor, é o amor divino, espiritual, que é o amor no self, por ser ele a imagem e semelhança de Deus, porém esse arquétipo, essa forma será preenchida por um conteúdo correspondente a natureza de cada um, ou por um amor de almas, ou pelo amor puramente divino, espiritual, ou ele também poderá servir como um recipiente para conteúdos espirituais dando ao indivíduo aquilo que se chama de mediunidade, isso depende da natureza de cada um, e da consciência adiquirida de cada um. Nesse estado de totalidade, tanto o homem, como a mulher podem reconhecer de forma segura, sua “cara-metade”, ou sua alma gêmea, sem projetar no outro a si mesmos, pois conhecendo totalmente a si mesmo, ou estando centrado em seu self, o indivíduo tem em si um arquétipo do amor, uma forma, que poderá ser preenchida com um conteúdo identificado no sexo oposto, reconhecendo no outro seu complemento,  seu parceiro ideal.  Conhecendo a si mesmo, duas almas podem se misturar sem se perderem em conteúdos uma da outra.
Quando vamos adquirindo consciência, este conteúdo da consciência vai se misturando ao inconsciente, em quatro estações, e por decantação e adaptação vai distribuindo cada conteúdo àquilo que lhe corresponde, porém enquanto que essa ordenação feita pelo self distribui tudo de maneira equilibrada , pelo ego vai causando o desiquilíbrio e deixando resíduos no inconsciente individual, impedindo cada vez mais a chegada ao self, ou a incidência da sua luz na consciência. O processo de individuação é este processo onde separamos para unir, ou seja, a nossa psique vai se transformando numa mistura de conteúdos, e com o processo de individuação separam-se estes conteúdos, reconhecendo suas naturezas, suas propriedades.