Teoria de Tudo: Cognição: Ciência, Religião e Alma

                                                                                 I

Tudo é uno. Tudo vem do Uno. O universo como conhecemos, começa a partir do Big-bang, a explosão, que representa a separação do universo em forma e conteúdo. O Uno (circulo) em forma e conteúdo. Portanto o universo é uma projeção do conteúdo de Deus, que é uno. A “partícula de Deus”. Esta partícula invisível e inominável, que pode se chamar de TAO na filosofia budista, é uma concentração do vácuo de luz e som. Esta concentração do vácuo na forma de partícula se desmembra nesta forma( a circunferência) e a projeção do seu conteúdo. Esta separação em dois pólos expande pelo espaço e tempo na forma de energia, no espaço delimitado pela ligação entre a força de atração (gravidade), que provêm da relação de causa e efeito do UM, formando os dois pólos, onde o sol, que representa o fogo, reage com a massa negra do caos (matéria escura). A partir desta relação “Caótica”, de causa e efeito se resulta na expansão do espaço. O sol representando o fogo, que pode ser subtendido como o toque do dedo de Deus, reage com esta matéria escura, que concentra os outros elementos terra, água e ar, e associativa aos elementos químicos. O Sol é uma estrela principalmente constituída por hidrogênio e hélio, os gases mais leves do universo. Mas além desses gases o Sol também é composto por lítio, berílio, oxigênio, silício, ferro, nitrogênio, enxofre, carbono, magnésio, neônio, dentre outros. A expansão do espaço se dá através  dessa caótica “sopa” de elementos, que passa a polarizar e concentrar formações de Terra (os planetas). Assim se forma a Via Láctea. Deus É ETERNO!
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                                                                                    II

O Movimento circular que observamos na órbita dos planetas em torno do sol se deve ao movimento do Tempo, que circula em torno do buraco negro consequente do vácuo inicial. Este movimento é projetado infinitamente neste “processo” de expansão, em virtude desta relação infinita dos elementos, das “formas” e o conteúdo de matéria escura sob efeito da ação da aceleração da gravidade, ou a força de atração exercida entre estes elementos polarizados. De um lado temos o inicio, o UNO, o começo primordial, de outro lado sua projeção ou a criação que provém desse UM. DEUS É ETERNO, porque Deus reconstrói a si mesmo infinitamente, através do movimento acelerado do Tempo sobre o espaço. Isso segundo as leis de Newton, e o movimento inercial da matéria.

                                                                               III

O amor explica tudo no universo, o amor cósmico, a energia de atração, que é gerado a partir do UNO, ou da expansão, no movimento  da matéria escura no espaço, pode ser compreendido como a força de atração dos corpos celestes, que podemos chamar de amor cósmico, e confirmamos na cosmogonia grega, narrada na mitologia. É partir desta força que se formam os planetas e as estrelas e os orbes, pela concentração de acelaração Tempo x Espaço.
O Tempo é a matéria escura, que pode ser compreendida na psicologia como o Inconsciente. O espaço a resultante da luz em expansão, do espaço, a consciência. A luz que atravessa o vácuo, criando a forma de um prisma, por onde passa a luz branca do sol. O calor humano, o amor, é uma projeção do divino que existe em toda parte e em nós mesmos. Deus o UNO primordial projeta seu conteúdo de forma que ele é compreendido em vários níveis de consciência, ou vários níveis do espaço, por isso, o universo é na verdade, multiverso, com tempos que ocorrem em paralelo, no cruzamento da velocidade da luz, com a velocidade do som.

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                                                                                 IV

A via láctea se forma a partir deste processo de caos dos elementos na vibração do som e projeção da luz.
E a concentração dos elementos provenientes dos elementos químicos ou dos quatro elementos na alquimia, criam concentrações  que conhecemos como os planetas e que se mantêm organizados e alinhados pela força de atração da gravidade, que no universo humano chamamos de amor, uma forma e conteúdo criando a energia que atrai os corpos. A luz branca do sol, que é uma concentração dos elementos químicos que representam o elemento Fogo, na alquimia, atravessa o prisma no vácuo inicial, um buraco negro, e projeta seu feixe luminoso, sintetizado no elemento mercúrio na alquimia.
O triângulo ou o prisma é um símbolo que representa um método para a verdade, o máximo da energia, de luz e som, a clareza consciente, luz e som se cruzam em potência e surge o terceiro elemento,  que afirmam, e geram portanto, uma nova expansão da luz através da matéria escura, na forma ternária, a partir do Tempo e Espaço.

A Luz branca do sol, representa também a compaixão, a quintessência. E esse feixe de luz podemos entender como o caminho do meio. O OM é o som ou a velocidade do som projetada no universo. O amor cósmico portanto é sintetizado a partir desse processo na quintessência, equivalente à compaixão ou o vazio primordial.

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                                                                            V

Na genética o DNA é o mesmo que guarda a Teoria das Cordas, duas potências paralelas que se correm em paralelo e espiralada, ou seja, luz e som, ou luz e escuridão, ou inconsciente e consciência, onde o inconsciente é representado pelo som e a consciência a luz, e interligados por pares que se casam ou se ligam como uma coniunctio. É dessa forma que nossa consciência através das luz das ideias ou nossa consciência se expande. E da mesma forma, por repetição, as moléculas de DNA incorporam novas informações no tempo, criando mutações na molécula do nosso DNA. Se observarmos esta imagem a ponta da corda é a mesma que tem o TAO, o yin-yang.

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                                                                             VI

A Terra concentra os quatro elementos da alquimia e gera destes a quintessência, de onde se cria todas as formas da Natureza, a água, o ar, o fogo, e Terra, a luz que provedora é o sol. A lua é uma forma concentrada de água, fria, e representa a psique, quatro fases, ou o número 4, ou um satélite espelho da natureza da água que gera todos os seres. Do útero da mãe Terra, das águas, nascem todos os seres vivos. Dos elementos Ar, Fogo e matéria escura é gerado a natureza e as condições para a evolução das espécies. A Luz branca, ou o feixe luminoso por onde segue a luz do sol sincrônica ao som forma todas as coisas. Portanto a Velocidade do som versus velocidade da luz projeta a nossa existência. Na água os elementos repetem a “sopa” do caos inicial, diante o Olho de Deus, ou o Olho de Horus, que representa a cognição primordial, pelo poder da luz e do som. Deste se inicia o crescimento de todos os seres vivos, com intervalos do silêncio, o mesmo silêncio que necessitamos na meditação e na concentração através do som. O movimento de expansão e contração do universo, o mesmo que temos na respiração, é o movimento de relação entre opostos. Ou seja, desde a origem do universo, o movimento se alterna entre luz e escuridão, entre som e silêncio, criando e recriando a imagem de Deus, do mesmo caos inicial. Quando os pólos cruzaram-se deu origem a primeira formação cognitiva das espécies. Os dinossauros carregavam a nossa primeira formação cognitiva, e Deus age através desta recriando a si mesmo, quando os torna extintos e dá origem a uma nova ordem de evolução, chegando a nossa forma mais primata, o macaco, que evolui através do Olho de Horus (imagem simbólica da cognição), chegando até a espécie Homo Sapiens.

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Ref. : O Inconsciente coletivo é formado por imagens arquétipicas, onde os símbolos representam as formas perfeitas idealizadas por Platão. O Olho de Horus é uma imagem simbólica que representa a imagem do cognitivo “divino”.

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Um Parêntese sobre a Teoria de tudo

Não existe segredo para desvendar a Teoria de tudo: Sempre o amor terá todas as respostas.  Somente o amor nos dar a noção de tempo. Se observarmos o amor como um conteúdo de energia, que registra memória, e sendo a memória uma unidade de tempo, por esta medida, poderíamos utilizar todas as leis da física ou da química. Não existe segredo que não se revele através do amor. Da via láctea ao nosso pensamento, tudo se explica com o Amor. Mas não confundam aqui amor com desejo, mas se confundirem, desejo também é energia. E tudo isso é Libido.
A ciência é absolutamente retardatária quando vem explicar como as coisas são, porém muito mais eficiente quando é para quantificar, medir ou calcular a natureza das coisas. A mitologia e a filosofia já revelam há muito tempo o que a ciência tenta provar. Tudo já está dito, tudo já se é sabido, não é da ciência o mérito da descoberta, nem de ninguém.
Num processo de conhecer a si mesmo, por exemplo, mergulhamos no conhecimento, e a medida que levamos luz sobre certos lugares ou partes de nós mesmo, identificamos também as nossas semelhanças com tudo que interagimos e o que está em nossa volta. São como nossos espelhos. E em cada reflexão mais profunda, a luz vai tocando nestes espelhos, e eles entre si, de forma que a luz se expande em outras direções, e revela cada vez mais sobre tudo. É assim que as coisas são e como são, o amor sempre sabe de tudo. Essa é a verdadeira sabedoria, o conhecimento experimentado e vivenciado. A Teoria das cordas, por exemplo, é perfeitamente observável numa cadeia de DNA. Um par de nucleotídeos, a dualidade na natureza, e tantas outras teorias que surgem e podem ser perfeitamente observáveis nas suas infinitas possibilidades de expressão.

Distorção da interpretação cristã: A maçã e a Libido

Deus é  o universo, o Todo, forma e conteúdo unidos, a Unidade da verdade. No cristianismo conta a a história de que Deus criou Adão, e Eva da costela de Adão. Adão, a forma masculina, a forma do pai. Eva, tirada da costela de Adão representa o feminino.  A costela porque Eva, o feminino, corresponde ao ar, aos pulmões, a respiração. A contração e a Expansão, o movimento respiratório, o movimento psíquico, o movimento cósmico.
Na história de Adão e Eva, Eva comete o pecado, morde a maçã. A maçã, o fruto da árvore da sabedoria, representa a libido, ao morder a maçã, Eva comete o pecado porque toma pra si o poder. A libido a energia que nos move, seres humanos, é a energia que nos movimenta, movimenta na razão, nos dar sentido e o poder sobre si mesmo. Eva ao morder a maçã na verdade é uma história análoga ao mito de Quiron, na mitologia grega. Deus, o todo, forma e conteúdo dentro da psique, é Quiron. Quando quiron dá a vida a prometeu dá a imortalidade a um humano. Da mesma forma que Eva ao morder a maçã, ganha o poder sobre si mesma. Adão a forma masculina, constrói seu conteúdo a partir daquilo que lhe foi tirado na costela, sua ânima, seu conteúdo, ou seja, a porção de Eva, do feminino em Adão. Eva, constrói sua razão para dar forma a verdade, a Deus. Por isso, a figura feminina é tão associada ao negativo, isso acontece porque o feminino é a  única parte do Todo, de Deus, que tem o poder de alcançá-lo, Eva representa a força da Terra, como Prometeu que rouba o fogo divino, ou Psique que alcança a divindade. Só se chega a experiência com o divino através do feminino, o amor transcende através do feminino. Eva representa o Poder diante o criador. O mito de Quiron, um centauro, parte superior humana, a mente, a sabedoria a razão. As asas representa o amor sublimado, divino, e as patas de cavalo, a libido, ou a força da vontade,  a forma que contém o poder do desejo. Porém o movimento de Quiron são suas asas e suas patas, ou seja, o amor comanda o desejo. Ou o amor comanda o movimento da psique, e nesse movimento, é que Quiron, parte superior, constrói sua razão e seu saber. Quiron é um o arquétipo do Sábio.
A interpretação cristã associando o pecado de Eva ao sexo, transforma a forma feminina em dois padrões de ânima: Ou uma ânima “puta” ou uma ânima “serva”, dois padrões refletindo sobre o padrão do feminino. “Puta”, porque a mulher sente desejo e ao refletir seu desejo na crença distorcida sobre o “pecado”, ela se separa em duas: uma que segue seus desejos sexuais, e a outra que serve ao amor. Este é o mal do século, os extremos de Eva, esta dissociação do Feminino.

Alquimia: Quiron

Quiron é um símbolo do  processo de individuação. Era um Deus da mitologia grega que tinha sua forma, metade inferior cavalo e a superior humana.
Se analisarmos Quiron, ele é um símbolo da verdade na alquimia. O que está acima é igual ao que está abaixo, abaixo Quiron representa os instintos, por sua metade cavalo, o inconsciente, acima sua metade humana, ou seja, o que está acima é igual ao que está abaixo.

Isso significa que abaixo, os instintos, o movimento, nas quatro patas de cavalo e suas asas, o inconsciente, como nascemos. Acima a psique, igual ao que está abaixo, como um espelho que vai refletindo o que está abaixo, e a medida que nos movimentamos na formação de nossa consciência e nossa individualidade, o que está acima vai também se tornando igual ao que está abaixo.
O movimento de Quiron está totalmente relacionado ao inconsciente, pois está na sua parte inferior. O cavalo representa a libido em seu movimento ordenado pelo self, nas suas asas. O amor ordena a libido, pois é o amor que dar asas, pois as asas são características de Eros.  Quanto mais este amor se torna puro, próximo ao divino, altruísta, mais a libido recebe o pulso para um movimento psíquico ordenado pelo self, sendo assim, com a totalidade tendo o self como centro, o que está acima, a psique se torna uma unidade individualizada, ou seja, abaixo o inconsciente sob o comando do self, acima a totalidade psíquica, a individualização finalizada,  na consciência.
O self como centro ordenador psíquico realiza o movimento em direção a totalidade individual, quando esta totalidade é alcançada, o self e o Ego não mais se diferenciam, tornam-se unidos sob o comando do self, formando uma individualidade, uma personalidade. Este conteúdo individual, formado neste processo,  torna igual o que está abaixo e o que está acima, assim em Quiron sua parte humana, a psique carrega em si a totalidade individual do eu, de cada personalidade.

O amor é uma energia de movimento, pulsiona a libido, move os instintos humanos, e todos os instintos, sem exceção.
Os instintos humanos foram desdobrados em muitos, porém eles são estimulados por um único impulso, o amor.

Pegando alguns desses intintos veremos: desejo sexual, sobrevivência, competição, agressividade e a busca pelo conhecimento. Estes são exemplos citados por alguns como a base dos instintos humanos. A sobrevivência, a competição e a agressividade por exemplo são impulsos do amor por si mesmo, a competição e agressividade por uma autoafirmação ou autopreservação, um impulso do amor para si mesmo, o que deixa implícito uma tendência da psique a uma individuação.
A busca pelo conhecimento é um impulso do amor no sentido espiritual, ou seja, é o nosso impulso também do amor por si mesmo, porém não somente voltado para si, pois alcançar o conhecimento é deixá-lo para a humanidade, dando a ela mais consciência, portanto, a busca do conhecimento é  a nossa ligação com o divino, pois o conhecimento é uma forma de dominação, de poder. Amor e poder, um a sombra do outro, porém ambos semelhantes, pois o Amor divino leva a uma consciência superior, trazendo o poder do conhecimento e da palavra, e as duas grandezas, amor e poder, unidos são a totalidade do espírito, pois ambos não se excluem quando existe entre os dois a justiça. E assim, estas grandezas, amor, poder e justiça, formam o conteúdo do espírito, a forma que carrega a imagem e semelhança de Deus, nosso Deus interior.

Os enganos sobre amar com altruísmo

Muitas pessoas imaginam que o amor alruísta é algo tão divino e distante da natureza humana que por assim pensarem acabam por colocá-lo mesmo distante de si mesmos. O amor altruísta não é como a imagem que se cria de um sentimento só digno aos santos, sábios, profetas. Não é também fazer votos de pobreza e sair doando tudo que se tem. Amar com altruísmo é primeiramente uma atitude interna, que se externa no olhar sobre as coisas, sobre o mundo, sobre o próximo.  É um sentimento que se estabelece internamente e que transforma o indivíduo, dando-lhe as virtudes no olhar, despertando a igualdade, o saber perdoar, o amar o outro como a si mesmo, a bondade, a caridade, e a compreensão do amor cósmico.
O amor altruísmo não se conquista com o agir, mas age por si mesmo de dentro do indivíduo que compreende o amor na sua concepção divina.
É claro, que os santos, e os sábios contém em suas essências este amor, pois só ele impulsionaria a iluminação e a ação dos iluminados. Mas o amor altruísta é um sentimento que se cria em si mesmo quando se pensa a respeito da vida, da morte, do espírito, do sentido da vida contida em cada um. Quando paramos e olhamos para dentro de nós mesmos, buscando entender qual o propósito da nossa existência, vamos encontrar respostas surpreendentes para muitas dessas questões. Ao nos depararmos com o divino em nós mesmos, com nosso self, ou nosso espírito, poderemos enxergar algo de superior movendo nossa existência e assim nosso olhar sobre tudo e sobre todos vai se tornando o olhar de quem ama com altruísmo. Não adianta criar uma receita para o amor altruísta, e tentar segui-la como que querendo se colocar acima de todos em virtudes, forçando-se a funcionar mecanicamente com ações que são ditas dignas do amor altruísta, amar com altruísmo é um conceito que se estabelece em si mesmo quando compreendemos internamente o sentido da vida, e o amor na sua verdade, na sua essência cósmica.

A individuação

Quando um sofrimento se repete em nossa vida e despertamos em nossa consciência o não, esta negação consciente nos leva a refletir. Nesse momento entramos no mar do nosso inconsciente individual, buscando o entendimento, atravessamos a memória das nossas experiências individuais. Ao entrarmos nesse mar nos deparamos com as formas rígidas dos nossos conteúdos reprimidos, com os modelos de pai e mãe e aqueles criados ao longo da vida. Quando levamos o amor a estes conteúdos, dissolvemos estas formas rígidas compreendendo a verdade sobre eles, transformando essa solidez das formas em conteúdos de luz, o amor, e este amor que vamos preenchendo em nossa consciência é o que passa a despertar nossa libido para continuarmos a navegar, é o amor que  impulsiona a libido.
O amor que preenchemos em nossa consciência após a dissolução de nossos conteúdos no inconsciente individual, é a luz que passa a ser o guia, o vento que sopra, que impulsiona nossos desejos para continuarmos a navegar.  Se nesse momento traduzimos este impulso na libido como um desejo puramente sexual, saimos a navegar no mar em busca de outro que nos complete. Tendemos a projetar no outro nós mesmos.
Se entendemos esta pulsão na libido pelo amor como um simples impulso ao movimento continuamos a navegar pelo mar em busca de nós mesmos, do nosso centro. Nesse momento rompemos a barreira do inconsciente individual e passamos ao inconsciente coletivo, entramos em alto mar.
Nosso amor, o vento que sopra as velas do barco nos leva a viajar pelo mar dos arquétipos, as formas rígidas não mais individuais, mas aquelas repetidas ao longo da história da humanidade, no Tempo. No mar do inconsciente coletivo nos deparamos com estes arquétipos, e o conteúdo, o amor que temos em nossa consciência é que irá preencher estas formas, dando sentido a nós mesmos, nossa verdade, nos levando de encontro ao nosso self. Nesse processo a sincronicidade age como pontos de luz, a verdade que se mostra fora de nós em comunhão com nossa interior revelando-se e a nós mesmos.
No inconsciente coletivo os arquétipos que se repetem são formas de uma verdade oculta, que ao alinharmos com a nossa própria, seguimos a rota em direção ao nosso centro. Assim como em nosso inconsciente individual nos deparamos com formas rígidas da negação, do sofrimento repetido em nossa vida, no inconsciente coletivo é o contrário, nos deparamos com os arquétipos da afirmação, a repetição do sim. Da verdade que se oculta por traz deles.
Ao continuarmos navegando pulsionados pelo amor, traduzindo nossos desejos como um estímulo ao movimento, caminhamos na rota da verdade oculta desses arquétipos. E ao preenchermos esses arquétipos com o amor que nos impulsiona, o nosso amor consciente, dissolvemos estas formas traduzindo sempre em uma verdade que nos orientará até a nossa própria verdade, nosso centro.
Quando nos aproximamos dos arquétipos do self, do nosso centro, o amor leva a dissolução dos opostos, a uma comunhão deles, de forma a unir e haarmonizar num único sentido. O amor que se chega ao nosso self no final desta viagem mar a dentro nos revela nós mesmos, revela nossa alma de forma clara, consciente, e assim nos sentimos completos de forma que podemos enxergar a si mesmo e o outro que nos completará. A individuação continua, agora não mais para nos completar em si mesmo, mas para achar esse complemento no outro, em outra alma. Daí se vem o conceito Platônico das almas gêmeas. A sincronicidade continua agindo de forma a iluminar e atrair sempre aquilo que nos completa, essa sincronicidade nos  leva a uma visão clara do amor, consciente, da verdade em nós, da certeza em si mesmo sobre quem amamos e desejamos, daquele outro indivíduo que nos completa.
A individuação é como a gente evolui, até onde queremos ir navegando nesse mar, até onde precisamos fazer sentido. Se quando amamos, desejamos alguém que nos complete, precisamos também nos sentir completos, e isso significa sentirmos que nossa vida tem um sentido, e se sentimos isso dentro de nós mesmos, conhecer esse sentido é trazer para a consciência a nossa verdade existencial, esta que se cria ao navegarmos nesse mar preenchendo cada forma com o amor consciente, com o pensamento sobre o amor. Assim damos sentido de forma coletiva ao amor, levamos a luz da verdade sobre tudo e  que se reflete em nós como indivíduos. Assim, tornamos um ser individual, único, integrado ao todo, pois Deus é a unidade, este é o sentido do Tao.

Deus e o Self

Nós somos a imagem e semelhança de Deus, não em forma, mas em conteúdo. Se os arquétipos são formas, seus conteúdos somos nós mesmos que preenchemos com nosso potencial criativo. Deus é o Amor, o movimento da vontade, a verdade, a luz. E nós somos sua imagem e semelhança: Amor, desejo, si mesmo (self), e sincronicidade. Deus é a natureza em movimento sincrônico, impulsionado pelo amor altruísta, é a verdade revelada na luz do sol, na natureza, e  em todas as coisas. O amor que nutrimos em nós mesmos é o que nos impulsiona nesse caminho de sincronia com Deus, pois quanto mais nosso amor se iguala ao amor divino,  mais caminhamos na direção ao nosso Deus interior. O amor é uma força criativa de movimento, e antes de impulsionar o desejo sexual, impulsiona o espertar da Razão, através do amor, pois o amor é a energia de mutação, que nos faz escalar os degraus em níveis diferentes de consciência. Só encontrando nós mesmos, nosso centro, podemos conhecer nossa verdade, e então conhecer o amor verdadeiro, e assim movimentar nossos desejos de forma sincrônica: a sincronicidade da nossa verdade com a verdade superior. Dos nossos desejos com os desejos do outro, e com a vontade superior.
A libido é uma energia liberada pelo movimento dos desejos que se expressa nos instintos. O amor é quem impulsiona esta libido. Se entendemos esta pulsão imediatamente como um desejo sexual, nosso movimento se torna caótico, pois nesse sentido, fugimos de nós mesmos e tendemos a projetar no outro algo que não temos e desejamos: O self (o poder), ou seja, nós mesmos. O  self,  é a imagem e semelhança de Deus contida em nós, em nossa psique, é nele que encontramos a direção, o sentido para a realização do indivíduo, como também para seu significado existencial, pois é nesse centro onde existe o amor e o desejo em sincronia com a verdade. E é em nosso self que o amor, o desejo, e nossa verdade ganham movimento de sincronicidade com a natureza que nos abriga e nos leva ao caminho de encontro com nosso destino, o sentido maior para o qual existimos,  traz a luz da consciência superior que nos integra, nos completa existencialmente.
A psicologia e Espiritualidade se unem nesse centro, em nosso self. Se nas religiões denominam o nossa unidade divina de espírito, na psicologia poderia ser o self. A individuação é de extrema importância para o indivíduo, e ela acontece mesmo que não a procuremos, ela é uma lei de movimento de toda natureza, que acontece mesmo sem a desejarmos. A individuação é um termo para traduzir a evolução do homem rumo ao que é divino, o caminho do homem para sua posição,  seu centro, ou o encontro  com sua essência divina e espiritual.

Se não buscamos a nós mesmos ficamos estagnados no Tempo, não caminhamos e tendemos a ser tragados pelo caos. Por isso, é  neste centro onde todo o sentido se faz e onde toda nossa vida faz sentido, nele se encontra a verdade,  toda a verdade do nosso ser e existir.
Se no princípio do universo era o caos, o vazio, a escuridão, o princípio em nós é este mesmo vazio, este caos, que só conseguimos ordenar, dando movimento  sincrônico das nossas vontades e depois delas com a natureza fora de nós mesmos e essa ordem é condicionada à forma que damos ao amor no nosso inconsciente.
A libido é um canal de energia, energia esta que move nossos desejos para aquilo que nos torna plenos, nos move no tempo e no espaço. Mover-se antecipadamente no espaço, sem esperar o Tempo da compreensão, do sentido desse movimento, dando a ele um sentido imediato de caráter sexual, é atropelar a si mesmo, é fugir da verdade que está querendo se revelar em nossa consciência. O amor que impulsiona esta libido nos desperta primeiramente uma vontade de movimento, em essência é o movimento por instinto, a resultante de uma pulsão. O desejo sexual pode ser, muitas vezes, um desejo de outra ordem, pode ser um impulso de intuição, acionado pelos padrões do inconsciente, pode ser um desejo para o conhecimento de si mesmo, pode ser para revelar outros significados, e não somente para uma satisfação puramente sexual, pode ser uma pulsão para a racionalidade, justamente o que nos diferencia dos animais, na energia do instinto. Compreender esta pulsão do desejo, da libido, imediatamente como sexual é perder o sentido do movimento, que pode ser apenas  para atender ao instinto de movimento em direção ao seu centro, pois se a individuação é uma lei natural de todo indivíduo, o amor em si mesmo é que desperta o nosso instinto de movimento em direção ao self.  Os encontros entre almas são para a troca, o aprendizado e evolução, o amadurecimento do amor no seu sentido maior, nos dar sentido e direção , e totalidade.  O Self é um arquétipo e sua forma é a imagem e semelhança de Deus,  que é preenchido com o nosso conteúdo, nosso amor, nossa verdade;  a qualidade desse conteúdo é que nos dar sentido e significado existencial, por isso o amor que preenchemos nosso self, que nutrimos em si mesmo, será também o amor que teremos em nossa existência e que se refletirá no nosso nível de consciência.