Sinapse: Tempo x Espaço

A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.”  – Albert Einstein

 

O Tempo é o inconsciente. E esta sua natureza o faz ser basicamente energia. O Tempo é multiverso e corre em paralelo, assim:

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O Presente, o passado e o futuro, acontecem paralelamente. E a cada novo loop, esta célula de tempo, sendo repetida, é incrementada, ou modificada, criando diferenças  que vão se consolidar padrões, conforme suas repetições ou não.  Padrões que se alinham criam fenômenos como insigths, Deja Vu, sincronicidade, até sensações, e estímulos à intuição.

Uma imagem do Tempo e possíveis representações:

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A linha reta que definimos o Tempo, como representação do presente, passado e futuro é uma padronização, que não reflete a realidade de sua verdadeira natureza. Há muito se demorou para perceber que a Terra não é quadrada, e muito se demora para perceber que o tempo não corre numa reta. O passado, presente e futuro, correm ou acontecem em paralelo, e simultaneamente, e vão se incrementando e modificando entre si. Enquanto vivemos o presente, voltamos ao passado mentalmente, prevemos o futuro mentalmente, e o presente é o que projetamos, assim é o Tempo. Na verdade, somos condicionados a um padrão de visão ultrapassado.

Um método é um mecanismo ordenador, criador,  gerador, que possui um sistema ternário, e cria padrões sobre o Tempo. O Complexo de édipo é um método, por exemplo. Abaixo uma representação gráfica:

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Um exemplo de um método criando a realidade.

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Deus é Amor?

É complicado qualquer pessoa falar do amor que não seja romantizando-o. É quase um ato heroico levantar a voz para dizer que o amor “não existe”, ou que Deus e o Amor têm a mesma natureza existencial.  A verdade é que movimentos repetitivos no Tempo e refletidos no espaço, criaram os padrões. Estes padrões e suas variações, podem ser qualquer coisa no universo: Uma galáxia, um comportamento, ou uma ideia, uma personalidade, uma célula, qualquer objeto, qualquer ser vivo. Como esses padrões se organizam, interagem e se relacionam geram mais formas, e outras formas, que repetidas formarão novos padrões sobre o tempo. Estes padrões podem ser observados na natureza, por exemplo, as quatro estações do ano,  que são classificações sobre os efeitos repetidos na natureza, numa forma cíclica, onde associa-se semelhanças, criando o padrão assimilado pela razão.  Os Quatro pontos cardeais também correspondem ao mesmo padrão. Alguns padrões existem desde que o mundo é mundo. E até hoje são os padrões que influenciam a humanidade, e influenciam de maneira significativa, na criação, no movimento cósmico, nas nossas decisões, determinando os rumos que seguimos em nosso desenvolvimento. Deus e o Amor são padrões que surgem numa tendência organizacional do Universo. O Átomo, a Célula, o Sistema Solar, a mente, tudo que existe, se organiza sob a regência destes modelos ou padrões ou Arquétipos ou ideias. Todos sinônimos para a forma, ou IMAGEM. Deus e o Amor são referências para o mesmo padrão. Chame esse padrão de arquétipo, ou de Ideia, em essência, estas denominações remetem a um mesmo conceito de Imagem. Imagem é o requisito embrionário, onde nasce a Racionalidade, ou seja, a Imaginação é a mãe da Racionalidade.
E isso é a verdadeira definição do amor, embora as pessoas queiram chamar de amor quase tudo que sentem, quase tudo de emoção, quase tudo que envolve desejo e compaixão.

As energias em nosso ser

O ser humano é constituído de três partes: Espírito, alma e corpo.
Cada parte envolve a outra, sendo o espírito a síntese das energias experimentadas, processadas e resultantes da alma. Na alma se relacionam essas energias na forma do pensamento e dos sentimentos,  no corpo estas energias se misturam a outras energias captadas pelos cinco sentidos.
No centro da alma  é vazio, e através desse vazio, a energia do espírito se liga a alma fundindo em um corpo imaterial nossas resultantes energéticas.

Esse relacionamento de energia entre nosso espírito e alma se dar através dos chakras.  Estamos em contato o tempo todo com as energias no meio em nossa volta. A sincroncidade  atua na junção dos pontos de luz e sombra em movimento criando imagens que irradiam energia através dos seus significados e nos enviam sensações. Estes pontos que se sincronizam atraídos entre si, formam essas  imagens de significado especial. Esses pontos de energia proveniente dos pensamentos e sentimentos em movimento ao nosso redor e  que captamos em nossa relação de contato com o meio, espalham-se por todo o espaço, visível ou não, e vão unindo-se em nós mesmos,  atraídos pela energia que temos e enviamos ao universo pelo pensamento e sentimentos.
Esses pontos então se conectam entre si, nos fazem mover em acordo com nosso desejo e nossa vontade despertados nos impulsos da nossa interpretação de seus significados e das sensações que nos causam.
A sincronicidade está em toda parte, é através dela que Deus age em nossa vida e também nos faz experimentar nossos carmas e seguir nossos destinos. Pois a sincronicidade é resultado desse movimento de interação de todas essas energias, ocasionando reações que refletem no meio externo. As “coincidências significativas” são ocasionadas pelas energias de atração produzidas por esses pontos de energia unidos em imagens que não percebemos com a razão, e sim pelas sensações e na intuição.
Os Chakras em nosso corpo funcionam como um aparelho circulatório de energia, no centro dele está o plexo solar, que movimenta toda essa energia por todo o corpo e assim mantém nosso esquilíbrio psíquico e espiritual, pois toda essa energia é processada em nossa mente e circulada pelo corpo.
A libido é como um receptor e canalizador da energia na terra, através dela recebemos energia, essa energia recebida em nossa alma é transmitida ao espírito através do nosso centro regulador,  que pode ser chamado de self. Em nosso self, a energia dos opostos,  a dualidade de nosso ser, funde-se ou se homogeiniza, criando a energia resultante do nosso espírito.
O amor é uma energia que se processa na alma, e esse amor é distribuído em nossos chakras em conteúdos diferentes, como se fossem fôrmas.
Todos os sentimentos que envolvem o amor:  a bondade, a caridade, a generosidade, a compaixão, etc… São distribuídos em seus conteúdos correspondentes em nossos chakras, ou seja, a síntese destes conteúdos se dar na forma do amor para nossa alma, porém se distribuem em conteúdos diferentes de energia para nosso espírito.  Essa distribuição é feita pelo chakra do Plexo solar.  Existem mais seis chakras dentre os principais.  Entre eles, também importante, está o chakra do terceiro olho. O terceiro olho localizado na cabeça, entre os dois olhos consegue perceber  imagens criadas pela sincronicidade  e que são impercepetíveis aos olhos, essas imagens capatadas por este chakra é que nos faz ter sensações não percebidas pelos cinco sentidos, ou seja, são imagens que não percebemos com nossa visão comum, porém são percebidas nos causando sensações e despertando a intuição.  Enquanto nossos dois olhos da visão captam somente as imagens em contato pelo ego, ou do meio físico, o terceiro olho consegue enxergar imagens invisíveis aos olhos, percebidas através das  sensações, e somente criadas pela sincroncidade dos pontos que se coincidem, se atraem entre si e formam as imagens significativas, que nos trazem a luz da verdade sobre tudo que está oculto para nossos cinco sentidos. Essas imagens  são lançadas em nosso inconsciente, por isso a movimentação de energia e os processos psíquicos acontecem o tempo todo em nosso ser, mesmo sem a consciência de que eles estão acontecendo.

O universo, a psique e a Sincronicidade

A sincronicidade está em toda parte, no movimento da natureza, do universo, e em nossa psique. Quando não compreendemos a si mesmos, nos colocamos como um ser separado do Todo. Não conseguimos compreender Deus, não conseguimos ver sentido para  nossa existência, e o movimento da natureza passa desapercebido por nós. Nosso corpo humano funciona em sincronismo, respiramos sem precisar pensar, o coração bate, nosso corpo funciona movido pela sincronicidade. Só percebemos que estamos respirando quando a respiração nos falta de alguma forma. Ou seja, nossa percepção do universo em nós e em nossa volta se perde dos nossos sentidos, a medida que não encontramos em nós mesmos a integração, nossa unidade, essa unidade que nos individualiza e nos coloca como parte do Todo.  Quanto mais buscamos nossa unidade, mais nossa percepção para o movimento gerado pela sincronicidade é captado pelos nossos sentidos, porque passamos a nos dar um sentido único. E esse nosso sentido único é o que nos coloca como parte do Todo, do universo em nossa volta.
O amor é a energia do movimento em nossa psique, é o amor que nos dar sentido, esse sentido que percebemos e seguimos com o pensamento.
O movimento em nossa psique impulsionado pelo amor faz nosso pensamento seguir um sentido para nós mesmos. A medida que caminhamos seguindo este sentido, caminhamos em direção ao nosso self, a nossa unidade. Nesse processo, todo nosso conteúdo inconsciente começa a agir fora de nós mesmos, gerando os acontecimentos significativos, nossa intuição então é despertada, porque nossa percepção está direcionada para o nosso sentido individual. A sincronicidade acontece fora de nós mesmos, como se projetasse no meio externo imagens do nosso conteúdo inconsciente, assim vai nos fazendo parte do Todo, porque percebemos no meio externo significados para nós mesmos,  nos levando no caminho em direção de si mesmos, nossa unidade e do nosso sentido existencial.
Mas tudo na psique tem origem na energia de movimento impulsionada pelo amor.  É o amor que nos movimenta, e é dele que se cria um pensamento formando nossa consciência.
O amor é como uma pedra, o sol, o núcleo do átomo, gerando a energia do movimento: o pensamento. Quanto mais buscamos esse amor de forma pura, bruta, como é uma pedra, mais nosso pensamento se torna individual nos dando um sentido único. Por isso na individuação, buscamos resgatar a criança interior, aquela de quando nascemos, sem os espelhos do pai, da mãe, de outros, porque o amor desta criança interior é que nos faz enxergar o mundo fora das aparências, sem preconceitos, sem idéias fixadas por outros. A criança imagina, fantasia, e esta imaginação é que faz com que nosso conteúdo inconsciente aflore, tanto para a formação da nossa consciência, quanto manifesto nos fenômenos da sincronicidade.
A consciência se expande com nossa percepção voltada para o nosso sentido único e individual, a nossa intuição é despertada por esse sentido que vamos adiquirindo a medida que caminhamos seguindo nosso pensamento.
O universo em nossa psique, é como a imagem do sistema solar, onde o sol, a lua, os planetas se movimentam em sincronismo, criando o dia, a noite, e assim como existe a energia da gravidade, a energia de atração entre os corpos celestes, existe o amor em nossa psique, dando o sincronismo psíquico, ou seja, entre a consciência e o inconsciente, o self e o ego.
O sol, nosso self, lança sua luz no espaço, e a consciência é expandida nessa luz, ao alcance dela no espaço. Quanto mais enxergamos nós mesmos, mais conseguimos ver o foco dessa luz, nosso self, fazendo com que a nossa psique seja guiada por ele e não pelo Ego, a Terra. Assim, seguimos o movimento do sol, e não da Terra, que gira em torno de si mesma, o movimento Egoísta.
A libido,é  a energia da luz, do sol, a energia do amor, para o movimento, e nesse nosso movimento vamos ganhando a consciência sobre o amor, nos dando sentido no  pensamento, podemos dizer que o self vai se formando ou se fortalecendo a partir da libido. Por isso, entender a libido como um receptor da energia do amor para um impulso puramente sexual, nos torna cada vez mais perdidos do nosso sentido existencial, do nosso sentido divino, de Deus, e da evolução de nosso psiquismo.

O Amor altruísta na Psique

Nós somos a imagem e semelhança de Deus, porque temos dentro de nós nosso self, nosso Deus interior. Deus é masculino e feminino, é a união dos opostos. Em nós, nossa anima e nosso animus que se unem em nosso self, mas essa união não deve ser de forma excludente, por isso o amor em nosso self é o amor altruísta, pois só ele une nossa anima e nosso animus sem causar a exclusão ou o desequilíbrio entre um e outro. O amor altruísta, o amor divino é que une em nosso self, nossa anima e nosso animus, porque é este o amor do self, isso que torna o self a imagem e semelhança de Deus, e só este amor une de forma igual, tornando os dois lados opostos em movimento sincrônico e  equilibrado.
Quando não compreendemos o conteúdo do pai ou da mãe, suas imagens passam a espelhar em nosso animus e nossa ânima, e com isso o amor que irá estimular nossa libido será um reflexo do amor que recebemos de pai e mãe. Somente o amor altruísta, o amor divino, nos faz compreender o conteúdo de pai e mãe, ou seja, nos faz aceitá-los da forma que são,  é o perdão que o amor altruísta traz em si mesmo.  Ao compreendermos nosso pai e nossa mãe, podemos definir em nós mesmos nosso animus e nossa anima. Se mantemos o amor altruísta, nossa libido leva ao movimento os dois lados em sincronicidade, unindo-os em si mesmo. O amor de Eros,  da libido,  nos impulsiona o desejo sexual, mas se não temos a si mesmos, tenderemos a projetar nossa anima ou nosso animus no outro, ao mesmo tempo que o desejo sexual vai nos fazendo avançar no Tempo, no inconsciente,  atropelando nós mesmos, nos misturando com o outro, pois o amor de Eros mistura e une,  tornando dois em um,  e só o amor altruísta une sem misturar, mas une pela sincronicidade, fazendo o movimento e o equilíbrio da anima e do animus, de si mesmo com o outro.  Quando nossa psique é comandada pelo nosso self  é porque temos em si mesmos o amor altruísta, porque é o amor do self, pois só esse amor permite a união da nossa anima com nosso animus de forma sincrônica sem que um devore ao outro, sem que um exclua o outro, sem que eles se movimentem em desiquilíbrio, o amor de Eros, do desejo sexual, não permite essa união em equilíbrio do nosso self, pois o amor de Eros  une, mas desequilibrando os dois lados, a medida que o movimento do desejo sexual se sobressai na relação de amor, isso não permitindo o movimento igual dos dois lados. Geralmente, isso pode levar a um desequilíbrio sexual, pois despertamos nossa libido a partir da imagem da anima, ou do animus e não dos dois unidos em si mesmo. A homossexualidade acontece quando não absorvemos o conteúdo do pai ou da mãe, reprimindo a imagem do pai ou da mãe, excluindo em si mesmo a imagem da anima ou do animus, e colocamos em si mesmo o amor de Eros como a energia do movimento,  nossa libido estimulada por esse amor se  movimenta de forma desequilibrada, fazendo com que si mesmo se identifique totalmente com a ânima, no caso do homem,  ou com o ânimus no caso da mulher.

A psique: Tempo e Espaço

O inconsciente é o Tempo, e o Tempo é inconsciente, por isso é infinito.  Pois o Tempo se lança no espaço, ligando Deus aos homens. O Tempo é algo totalmente abstrato, ele segue sem sair do mesmo lugar. Parte de Deus,  do vazio primordial e se lança para dentro de nós mesmos, em nosso self.  O Tempo se move em si mesmo, por isso é circular, reunindo em si, presente passado e futuro. A continuidade deste tempo é dada através de nós mesmos, da nossa consciência. A consciência é todo o espaço e  ela se estende até onde conseguimos compreender do Tempo, do inconsciente.  Nossa consciência que é formada a partir do movimento do Tempo em si mesmo, é que nos faz ver este tempo numa linha reta, isso enquanto a libido está recebendo o estímulo ao movimento, pois quando esta consciência alcança todo o inconsciente, conseguindo compreendê-lo em si mesmo, podemos então observar o movimento circulatório do Tempo.
Na imagem do sistema solar temos o sol ao centro, nosso self, a lua, a libido, a Terra, o Ego. O Tempo é o obscuro, é a escuridão. A luz do sol corta essa escuridão, e o espaço é formado até onde a luz alcança através de nós mesmos, da nossa consciência que vai se formando nesse movimento do Tempo.
O sol, o centro, é nossa ilha, onde a luz sobre nós mesmos torna nossa consciência sobre o espaço. Em nossa ilha, nosso self, compreendemos Deus em nós mesmos, compreendemos o amor como a energia de movimento da nossa psique e somos capazes de nos unir num todo, ao mesmo tempo que nos tornamos únicos, individualizados. É como a idéia do átomo, onde o núcleo é o que se tem de mais indivisível no átomo, por isso nosso self, é o que nos torna individualizados, indivisíveis, únicos.
A lua, a libido é o receptor da energia do movimento do Tempo, ela tanto recebe em si, a escuridão, como recebe a luz, por isso a Libido é o que nos dar noção do movimento do Tempo, e é ela que traduz todo o movimento do Tempo, de circular para uma linha reta. A libido é estimulada pelo amor, a luz e a verdade contida em si mesmo, ao mesmo tempo que recebe também a escuridão projetada da Terra, do Ego, onde experimentamos o amor e ao experimentarmos criamos nossa consciência sobre ele, chegando a verdade contida em nós mesmos. Pois Deus, o amor, a verdade, a luz, está contido em nós, em nosso self.  O Peso do Ego causa em nós um desequilíbrio, nossos dois lados, inconsciente e consciente, se tornam desiguais, assim, quando somos ordenados pelo Ego,  nos colocamos diante o outro em grau de diferença se superioridade ou inferioridade, essa desigualdade causada pelo Ego nos faz desenvolver um desejo sexual sem a lucidez do movimento pela  libido, fazendo com que avancemos no espaço de forma reta, em desacordo com o movimento do Tempo. Por isso, o movimento de nossa psique deve ser ordenado pelo nosso Self, pois só ele é capaz de nos fazer caminhar em sincronia com o espaço em que estamos inseridos, observar o Tempo entre nós e o outro, só ele nos faz ver a luz gerada no Tempo, e o espaço por onde devemos caminhar em direção a nossa individualidade, nossa realização pessoal, em direção ao amor, e  a evolução da nossa humanidade.